quinta-feira, julho 22, 2010

Para Marcele, minha prima amada!


Tênis x Frescobol
Rubem Alves

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’ Leia + http://www.rubemalves.com.br/tenisfrescobol.htm

segunda-feira, julho 19, 2010



L´art surgit à mi-chemin de l'homme et de l'univers. L'homme se reconnaît en lui, y retrouve ses pensées et ses sentiments, en même temps qu'il y fait sien ce qui  l'entoure et n'est pas lui. La dualité irréductible de sa double expérience externe et interne se trouve enfin résolue. René Huyghe (1967)

A arte surge a meio caminho do homem e do universo. Nela, ele se reconhece, encontra seus pensamentos e seus sentimentos, ao mesmo tempo que a noção que o rodeia não é dele. A irredutível dualidade de sua dupla experiência (interna e externa) se faz finalmente resolvida. René Huyghe (1967)

Exerce (sempre mal) o poder...quem o tem!

- A hora que teu pai chegar, vou contar isso pra ele e ele vai te bater!!! A babá dizia ao garoto que aparentava uns seis anos de idade...

- Vou te quebrar os dentes!!! O mesmo garoto dizia para o irmão mais novo de uns três anos...

- Teu pai vai te bater pelo que você falou!!!  A babá tornava a repetir a ameaça...

E sempre que a babá falava isso, o irmão menor ficava repetindo a frase para o irmão ameçado que retrucava:

- Eu vou encher tua cara de porrada!!! Eu vou quebrar tua cara!!!

Um chute voou no ar e não acertou seu alvo... o menor ensaiou um chute que acertou no ameaçado...ele então revidou mas não conseguiu atingir totalmente o irmão menor...

A babá do seu alto posto...sorria... não sei se achava aquilo tudo engraçado..não sei se se divertia com seu poder... não sei se tinha algum senso do que estava acontecendo... não sabia o que os meninos estavam sentindo... apenas estava ali...assistindo prazerosamente o momento em que o maior poderia cumprir a promessa de quebrar a cara do irmão menor...

- Vou te quebrar a cara!!! Vou te arrancar os dentes!!! Ele repetia...

Chegou no térreo (finalmente para mim),a porta do elevador se abriu, e lá foram os dois e a babá encontrarem com a mãe, que sorria candidamente para os viznhos que passavam...

(o último dessa série de longas datas...)

...

Estava tentando estacionar quando a vi. Alta, morena, pele e osso de tão magra. No meio da rua, que era a casa dela, ela estava com as duas mãos em forma de concha no nariz, segurando um pano. E dançava...dançava sorrindo... Seus olhos estavam orbitados em um outro lugar. Eu que estava trancada em um silêncio patrocinado pelo ar condicionado do carro, pensei: nossa... como ela está hoje...totalmente tomada pela cola. Sensibilizada fiquei por aquela garota, dançando alegremente no meio da rua, sem tirar as duas mãos em forma de concha no nariz. Olhei para os lados e vi que todos a olhavam rindo de sua proeza. Não sei o motivo do riso, não sei se escárnio, não sei se compaixão, não sei...só os donos do sorriso é que poderiam dizer, mas eu não conseguia sorrir...Ela estava lá, gritando sua presença denunciadora em minha mente. Denunciando a desumanidade, denunciando o desamor, denunciando o descaso, denunciando a alegria fulgaz de uma cheirada logo ao amanhecer ou quem sabe denunciando um necessário processo de alienação de si mesma? Lembro que pensei que ela estaria ficando pior com o tempo, pois estava dançando no meio da rua, num dia chuvoso, sozinha... Foi então que passei por ela, desviando o carro e consegui estacionar, e quando saí do meu carro-aquário, precebi: um táxi estava ressoando seu som recém adquirido em uma promoção e ela dançava guiada por aquele som... pelo ritmo...percebi, com alívio, que ela não estava tão mal assim, estava apenas tentando mesmo se divertir.

(também de longas datas...)

Encontro

Cidade grande. Grandes avenidas.  Grandes prédios. Grandes calçadas. Grandes distâncias. Ela acordara como sempre: militarmente às sete. Levantou da cama sem saber nem quem era, seu corpo somente despertava quando a água gelada batia em seu corpo. Olhava no relógio: Nossa! Dormi demais! Sempre era assim... todos os dias... Se arrumava automaticamente e deixava a maquiagem para os intervalos. Pronto! Pronta! E saiu para a rua já impregnada pelo som e fumaça dos carros e pela estonteante avalanche de pessoas indo e vindo.
Ele acordara como sempre, atrasado e de ressaca. Como posso ter bebido tanto? Hoje eu páro de beber! Não adianta me ligarem, não atenderei as ligações, não aceitarei convites e me trancarei dentro de casa e pronto! Assim não bebo. Resolução tomada, foi ao chuveiro. A água gelada lhe deu um ligeiro tremor, como um choque gostoso, despertou seu corpo. Rápido se vestiu e saiu quase correndo. E então começou a caminhar. Foi quando a avistou, saindo de um prédio como se tivesse tonta pela mudança de luz e tom. Ela ainda apertava os olhos para se acostumar com a luz, ou talvez ainda quisesse fechá-los com sono. E foi então que ele viu ainda mais de perto, ela era linda, perfeita! Ele saia todas as noites  lhe buscando e ironicamente fora lhe encontrar de dia. Um dia perfeito. Enfeitiçado caminhou até a sua direção.
Ela fechando os olhos para se acostumar com a claridade repentina. Virou a cabeça e o viu. Bonito, olhando-a com uma expressão que a assustou. Não saiu correndo porque teve medo de ser chamada de histérica. Mas também não podia mais tirar os olhos dele. Se encontraram finalmente. Frente a frente. Olhos nos olhos. E... quando iam abrindo a boca para se falarem, foi então que a sirene descuidada de um carro de polícia os despertou. Eles despertaram. Ele olhou acima da cabeça dela. Ela olhou os sapatos dele. Ficaram naquela dança coincidente quando um tenta desviar do outro. Sorriram e disseram ao mesmo tempo: licença. E conseguiram: cada um seguiu seu caminho, ela estava atrasada e ele com uma baita ressaca.

* mais um escrito de mto tempo.

Anjo


Ela era a imagem de um anjo. Fabricada em uma tarde num salão. Cabelo liso para cabelos cacheados, de castanho para o loiro dourado. A boca, antes pintada só de vermelho, agora só admitia um rosa bem claro. As unhas, antes como garras sangrentas, agora eram cortadas e com esmalte quase sem cor. Ela tinha tido um sonho. Um sonho inquietante. Mas que a fez descobrir o sentido de sua vida. No sonho ela era um anjo, um anjo lindo que tinha grandes asas azuis e macias. Ela pensou: é um aviso. Um aviso dos céus, tal como o anjo Gabriel com Maria. Então eu sou um anjo. Vou ser um anjo. E partiu para sua transformação. E voltou a cumprir sua missão. Sempre que terminava seus afazeres, procurava conversar com aqueles que estavam usufruindo de sua companhia. E tal qual os anjos, perdoava-os em quaisquer de seus pecados. Eles saiam do encontro com ela renovados, ela era uma santa, venerada. Corria de boca em boca a fama da santinha. E todos queriam ter com ela. Fui testemnha de um encontro. Uma tarde, ela estava no batente de sua casa na Riachuelo quando um homem que vendia milho saudou-a:
- Boa tarde anjinho!
- Boa tarde! Ai..ai...queria tanto um milho seu...
Ele sorriu um sorriso incompleto, fruto de suas andanças pela vida e respondeu:
- Ora anjinho, é pra já!
- Não, não...eu não tenho dinheiro...

Ele então lançou um olhar de cima a baixo, não precisava ser santo como ela. Olhou-a e viu um corpo roliço, jovem e gostoso.
- Você pode me pagar de outro jeito, santinha.
Ela, percebendo o olhar lascivo, olhou para o milho com a mesma intensidade, fome é sempre fome, não importa do quê. Sua boca entreaberta, cheia de saliva e desejo, percorreu sua língua pelos lábios rosa-bebê e suspirou, dizendo:
- Tudo bem.
Ele, apressando as preliminares, preparou com esmero aquele milho da salvação de sua alma.
Ao entregar o milho pra ela, ela disse:
- Me dê um milho maior, do mesmo tamanho do que você guarda dentro das calças.
Nada mais justo, pensou ela.
Então, ele deu sua medida, a medida de um macho. E quando, ao olhar a cara dela de espanto, ganhou o dia, o mês, a vida, pois sempre tinha sido motivo de escárnio por todas as mulheres que tinham passado por seu caminho. Aquela mulher na sua frente, tal qual um anjo anunciador, afortunou sua vida.
Então, ela recebeu o maior milho que ele tinha... com os olhos de desejo, deu um sorriso que, de longe, me pareceu tão infantil, que consegui ver a criança que ainda era.

* escrito também há muitos anos em homenagem a um filme.

Preto e Branco

Ela olhava pela janela e não via nada. A dor já havia há muito turvado seus olhos, o que via sempre era como uma cortina preta. Se sentia carcomida por dentro, como se vermes invisíveis tivessem atacado de soslaio e antes que ela percebesse já haviam-na destruída. O que restava era um monte de órgãos, envolvidos por ossos e peles. Era assim que se sentia, cada movimento pesava toneladas, cada pensamento lhe custava esforços inimagináveis. Deixou de lutar há muito contra aquilo. Há muito se entregara aos vermes, há muito deixaram que eles a conduzissem e agora passava seus dias e noites na janela, diante do lençol preto da vida. De repente pensou: há quantos andares estou? Só pensou, pois não tinha forças nem para levantar as pernas e atravessar o umbral que a separava de uma provável liberdade. Uma liberdade de não existir mais. Mas já não existia também. Pensou nas pessoas que a rodeavam, tinham se tornado bonecos mecânicos, marionetes do mundo, não consguia vê-las. Ela sabia que já as amara, mas não conseguia sentir mais nada. Nada. Poderia dar aula a qualquer filósofo sobre o nada. Ela era o nada. A janela dava o sentido de sua existência. Ela vivia para a janela. A janela era seu muro onde continha sua loucura. Um muro com grades e grilhões que lanhavam sua carne. Penetravam que nem agulhas. Nem sentia nada. O sangue começava a brotar gelado escorrendo em sua pele, e se deu conta que seu sangue era preto. Não deveria ser vermelho? O que pode ainda ser vermelho nessa vida cheia de naúsea? A chuva então começa a cair, ela vem toda tarde como uma velha amiga que visita o túmulo da amiga morta. A amiga chuva a saudava. Fazia por ela o que há muito ela não conseguia mais: chorava.

- também foi escrito há muitos anos. Uma breve tentativa de descrever a depressão severa.

Finalmente livre.

Ela estava livre. Finalmente. Andava pela rua sem rumo certo e não tinha mais alguém em seu encalço. Ele finalmente a deixara, tinha se aquietado, um silêncio que começava a intrigar e incomodar. Mas ela estava livre. Finalmente. Deliciosamente livre, andava pela rua e não tinha hora para chegar em lugar algum. Depois de anos submetida ao seu jugo, ao desprezo, a dependência descarada, ele finalmente sumira. Sumira assim como tinha aparecido. Um sumiço que começava a indagar. Mas ela estava livre. Finalmente. Caminhava. Olhava para os lados e nenhum rosto conhecido, sorria e não era correspondida, mas o que importa? Ela estava livre. Muito livre. Ele finalmente desviara seu foco, não existia mais. Ela fugiu desesperada e ele a libertou sorrindo. Ela estava livre, agora presa. Presa a si própria, olhava para o lado e só via a si mesma. Mas ela estava livre. Finalmente. Deliciosamente livre. Amargamente livre. Ao se deparar com o primeiro orelhão, disfarçado de arara, não se conteve:
- Oi... posso voltar?

(escrevi isso há uns anos atrás, infelizmente não coloquei a data no papel, então me perdi no tempo... tem outros escritos que vou colocar aqui)

Deus me proteja da Unimed

Cheguei na Unimed por volta de 11:30, passando mal, vi que os recepcionistas levaram várias fichas colocando nos escaninhos dos consultórios médicos. Primeiro eu vejo uma médica Barbie com um salto 15 num scarpin azul turquesa andando de um lado para o outro, mas atendendo a todos. Fora a minha ironia de que ela jamais conseguiria correr para atender alguém numa emergência com aquele salto todo, já que mal ela conseguia andar, eu comecei a desejar que ela fosse a minha médica quando eu vi outra médica, depois de meia hora, entrar no recinto e se dirigir a uma sala em que uma ficha já estava aguardando também há meia hora. A médica tinha um andar vagaroso, largado, cansado, andar de quem está de saco cheio da vida, quando eu vi o rosto e o cabelo saganhado* saquei que aquela médica estava, ainda, dormindo. E que estava com muita raiva de ter que cumprir sua tarefa. Lei de Murphy é Lei de Murphy e eu tenho atração a ela, quem esta dita saganhada chama? Euzinha. Quase eu me arrasto até a sala, imaginei eu loucamente gritando: Ela não!!! Ela não!!!! Mas mantive a classe e adentrei em seu ambiente pseudo estéril da posse do seu saber médico que iria me examinar. E descobri que ela era a médica psicanalista ortodoxa. Explico: os psicanalistas ortodoxos não falam com seus pacientes ou só o estritamente necessário. Entrei, tive que ir fechar a porta, pois ela já tinha sentado em sua cadeira (vejam: a sala é dela), e sentei à sua frente. Nem esperei um bom dia (não estava sendo mesmo), mas cheguei a esperar um: - o que você está sentindo? O que te traz aqui p....? O que aconteceu pra me acordares???? Algo pelo menos assim. Não... Eu me sentei, olhei pra ela, ela me olhou semi-acordada e pasmem: - (levantou a sobrancelha direita e depois franziu a testa). Com isso resolvi ser a paciente ideal e comecei a falar meus sintomas, ela foi anotando, anotando, sem me olhar, de repente ela pega um daqueles pauzinhos de picolé, chega perto e tenta enfiar na minha garganta. Óbvio que não conseguiu, nenhum médico consegue isso comigo pois tenho o reflexo de vomitar (e isso desde criança) todas as vezes que tentam ver a minha garganta com aquilo. Falei pra ela que eu tinha esse reflexo, ela deu um meio sorriso e disse: - não tem problema. Hã? Então, ela sentou e anotou, me digam: se não era necessário então pra quê?? Depois veio me auscultar (uma das minhas queixas era dor no pulmão). Disse que iria levantar a minha blusa e ficou lá, auscultando em vários lugares. Voltou pra mesa e anotou, anotou. Olhou pra minha cara e finalmente falou: - olha, não deu pra ver tua garganta e nem deu pra te auscultar direito, tive dificuldades, vou te passar um raio-x do tórax, e quando estiver pronto, você traz aqui pra eu ver. E pasmem novamente: sorriu.... Fiquei chocada... Enfim, fui tirar o raio-x e o técnico foi sensacional. Super bem atendida que até cheguei a pensar: - estou com sorte.

Voltei à sala e fui até a enfermagem, expliquei que a Dra. tinha me pedido para mostrar o raio-x, o enfermeiro pediu para ficar com ele, foi o meu erro. Depois de uns 15 minutos, ela aparece de novo no recinto, do mesmo jeito, mesmo andar, mesmo olhar, o cabelo oleoso e saganhado e puxa um papel e chama outra paciente. Quando sai, passa por mim, vai ao posto de enfermagem e some. Some! 15 minutos depois, eu, no posto de enfermagem: - vocês poderiam chamar a Dra? Ela pediu pra eu mostrar pra ela o raio-x que está ali ó! Resposta: ah tá!!! – Vocês não podem colocar no escaninho dela? - Não, ela não gosta que façam isso. – Mas então ou vocês deveriam falar pra ela ou ela teria que vir perguntar né? – ééé....Sentei e esperei novamente ...e muito...quando eu vejo uma médica que não era nem a Barbie e nem a psicanalista chegando e entrando na sala da minha médica, quase que eu impeço a passagem até que ela chama a primeira paciente. Realmente a Unimed é um show: essa era a médica radialista de vestibular, era idêntica a forma que ela chamava os nomes dos pacientes, só faltou a musiquinha e os parabéns. Ela também era muito rápida, enquanto eu me recuperava do choque (onde está então a minha médica?) ela já tinha atendido 05 pessoas e foi na sala de outro médico e pegou até uma ficha de paciente dele. Aí tenho uma fofoca, o outro médico chegou logo depois e disse: - você pegou a minha ficha que estava aqui? Ela disse: - eu atendi, eles misturam tudo (ela estava dizendo que os recepcionistas tinham misturado a ficha dele na dela e então ela atendeu), quero saber se eles ganham por produção. Depois disso, ela foi à enfermagem e rolou uma discussão de quantos ela tinha atendido e ela ainda passou um tempão lá provando isso para os enfermeiros. Um show à parte até que lembrei que já bastava, eu queria ser atendida e já sabia até então que o plantão tinha trocado e que a médica psicanalista tinha dado no pé sem informar o final da sessão. Fui lá e perguntei novamente aos enfermeiros: - é... ela já foi... – poxa, eu estou esperando há um tempão, falei pra vocês chamarem por ela e agora? Quem vai me atender? – ahhhh...aguarde... está aqui seu exame...pasmem, minha ficha era a última. – Eu estou por último??? Como assim??? Eu já entreguei isso aqui há um tempão!!! – é... hehe...não...não... está aqui. Desisti, me sentei e resolvi apelar pra Deus: - É, tenho que confiar em Deus, se ele me fez esperar assim é porque devo ser bem melhor atendida agora. Vamos ter fé e paciência, aprendizado. E esperei. Tive sorte, veio o médico que foi roubado na ficha pela radialista vestibulanda. E então ele olha meu raio-x e diz: - você está com uma secreção no pulmão.

- Sim, mas o que quer dizer isso?


- Olha, pode ser da garganta ou pode ser do pulmão mesmo.

- (hã???).

- Mas eu vou te passar um antibiótico

- Vai tirar a secreção?

- Vai. Você tem pressão alta?

- Às vezes quando fico muito tensa.

- Ah tá tudo bem, porque estou pensando em fazer um dispropan injetável, pode ser?

- (quem estudou medicina aqui???) – ok, pode passar.


- é injetável, pode ser?


- hã hã

- Também estou pensando em fazer um aerossol, pode ser?

- hã hã

- Então pronto. Na terça você volta aqui para pegar o seu raio-x e procure logo um pneumologista para fazer um acompanhamento, ok?

- ok

E lá fui eu tomar injeção nas nádegas (isso mesmo, voltei à infância) e fiz 15 minutos de aerossol, dei tchauzinho quando passei no posto de enfermagem e me benzi logo depois: - Que Deus me proteja da Unimed!





(* saganhada significa despenteada no interior do Maranhão.)


quarta-feira, junho 30, 2010

Elas sabem o que dizem...eu que não sei o que faço...

Chego na casa da Beta, quem é a primeira pessoa que eu vejo?


Isso mesmo, ele, lindão, gostosão... tudo ão do Julio César. O que me lembra que cada vez que ele aparecia, umas meninas que estavam vendo o jogo no ap ao lado do da Beta, gritavam LINDOOOOOO!!! LINDOOOOOO!!!! Elas sabem o que dizem...eu que não sei o que faço...
Enfim, jogo começa (Brasil x Chile) e meu desespero também, pois a seleção quase não pegou na bola nos primeiros minutos, fui ficando preocupada e virando comentarista...quando, depois de um tempão, o contador na tv mostra que o Brasil só estava com 45% de posse de bola e o Chile com 55% e o Galvão teve a coragem de dizer o seguinte: nossa, eu tomo cada susto nessa copa... o quê??? Que jogo ele estava assistindo??? Ele não sabe o que diz...eu sei o que eu faço...
Lembram quando eu disse que a nossa transmissão era 5 segundos atrasada? Eu pensei que era em relação a África, mas não...percebo no primeiro gol que é em relação ao apartamento do lado mesmo. Explico: nós transmistimos o nosso jogo com um projetor e acaba gerando essa diferença, então resultado: a cidade toda comemora 5 segundos antes da gente...o que de certa forma me transformou na Mãe Diná do jogo. Logo no primeiro gol percebi que as meninas do ap ao lado berraram antes da gente e vi que depois apareceu o gol. Perdi a graça por 5 segundos o jogo inteiro, qualquer jogada arriscada, eu já sabia, pela reação das meninas do lado, se tinha dado certo ou não... de certa forma é como me contarem o final do filme... brochante... ainda bem que elas berraram 3 vezes, sendo seguidas, cinco segundos depois, de berros, pulos, buzinaços nossos... Elas sabem o que berram e nós sabemos o que buzinamos...
Gente, lembram da mandiga standard??? Acreditam que eu acabei pulando umas 30 vezes no segundo gol??? Então, estou com crédito..eu acho... vamos fazer as contas? O Brasil já fez 8 gols x 3 = 24, estou no lucro!!! E Luana sabe o que inventa...só eu sei o que eu pulo...
A minha mandiga é das antigas, tanto que descobri que a Marisanta e a Betânia fazem a mesma: fazer figa todas as vezes que o time adversário faz uma jogada arriscada. E assim fizemos o jogo todo. Mesmo com 3 gols, insaciável, queríamos mais... comíamos mais...Até que, após o terceiro gol a Eliane começou a torcer contra pra ganhar o bolão de 3 a 1 que ela tinha apostado, quando eu tive a idéia de perguntar pra ela quanto ela iria ganhar (dependendo do valor eu até torceria por ela), ela veio me dizer que ganharia 1,40... pode???? Ela sabe o que torce...eu, realmente, não sei o que eu penso.
(devidamente resolvido pela Luana, que foi até a sua bolsa e deu 2,00 pra ela, vejam só, com juros, pra ela parar de agourar o Brasil...)
Ficamos brincando também de traduzir o que eles falavam em campo. Por exemplo: o técnico do Chile apontava para a língua, no que eu brilhantemente traduzi que ele berrava: LAMBE!!! LAMBE!!! (sabe-se lá o quê...). Um outro lance perfeito de tradução minha e da Beta foi quando um jogador bateu no peito duas vezes dizendo: EU SOU MACHO! MUITO MACHO!!! (apesar de não entender muito a necessidade dele de dizer isso). Mas enfim, eles sabem o que gritam, eu não sei o que eu ouço...
Agora, eu fico sempre muito feliz com a vitória da seleção mas dói no coração ver os marmanjos do outro time chorando, fico morrendo de pena deles, até que me lembram quanto eles ganham e o que eles fazem. Eles então sabem porque choram...eu, às vezes, não sei...


segunda-feira, junho 28, 2010

VAI, VAI, VAI...NÃO, NÃO, NÃO...

Então, hoje, clientes desmarcados no consultório e apreensão pelo jogo Brasil e Chile que vai ser hj a tarde. Mas isso ainda é futuro. Vou falar do passado...
Na sexta, jogo do Brasil x Portugal. Jogo, jogo, jogo...não! Na realidade o jogo ficou tão desinteressante que os diálogos é que acabaram dignos de nota.
Mas antes das revelações das conversas que rolaram, esse jogo teve um gostinho especial pois teve a presença ilustre da minha irmã linda, do meu gostoso cunhadão e da minha sobrinha ochi, ochi... Nos reunimos em família na casa do Tadeu e da Rosana e os rituais começaram. Pintamos os rostos de verde e amarelo, procuramos nossos lugares e voilá!
Aiiiii, uma das mandingas inventadas pela Luana é a de dar 3 pulinhos a cada gol. Até aí tudo bem, a cada gol eu dava 3 pulinhos, até que eu vi as meninas pulando 21 vezes no jogo anterior. Como assim????? Vocês estão erradas: são 3!!!! Não Lu, são 3 a cada gol e vai somando... nós já estamos pulando a mais: 21!!! Não é preciso dizer que fiquei no modelo standard da mandinga, dou 3 pulinhos a cada gol e só! Neste nem precisei pular... que pena...
Papos que rolaram:
L - esse Dunga tem um jeito meio estranho...
R - Acho que ele é gay...
L - éééé...pode ser...ele é gaúcho né???
R - E de Pelotas... com certeza é gay...
L - Não sei. Mas o Maradona tenho certeza que é...
R - Vichi!!!!
(mas vocês viram como o Dunga reagiu ao cartão amarelo???)

(corta o papo por uma jogada, uns berros de vai, vai, vai... não, não, não)

L - Égua, esses jogadores são lindos....menino...
R - (não me lembro o que ele disse, mas chegou num assunto de que eles tem psicóloga que cuidam deles)
L - Menino eu vou até começar a pesquisar como é a área de psicologia do esporte, de repente eu animo!!!
R - Eu te dou a maior força, ganha muito dinheiro...Eu conheço uma pessoa do paissandu...
L - Égua, mas paissandu não dá, eu sou Remo....
R - Mas aí, vc vai trabalhar no paissandu e já começa a abalar psicologicamente os jogadores...

vai, vai, vai...não, não, não...

Raulzinho - VALEU JABU!!!!!! (quando portugal chutou perigosamente para o gol e a Jabu desviou e foi pra fora)

vai, vai, vai...não, não, não...

Raulzinho me explica que tem 5 segundos de diferença na transmissão dos jogos, ou seja, o que vemos aqui, já aconteceu 5 segundos atrás lá... vocês imaginam o quanto fiquei neurótica com essa informação, me perguntando se os brasileiros estavam 5 segundos mais tristes ou mais felizes???

vai, vai, vai...não, não, não...

B - Menina, os jogadores da Itália são tão lindos que eles não jogam, eles desfilam!!!
(comentário sem resposta por obviedade de assunto)

vai, vai, vai...não, não, não...

B - Sabia que o Casagrande estava internado numa clínica de recuperação química?
R - Era mesmo?
L - Sim... Eu lembro...no meu quarto eu não tenho ainda cortinas e coloco jornal na janela e me lembro que tinha essa notícia estampada, todo dia eu lia: Casagrande internado em clínica de reabilitação química (ou algo semelhante).. pior que todas as vezes que eu lia eu lamentava por ele.

vai, vai, vai...não, não, não...

(ao darem um close no Cristiano Ronaldo)

L - esse Cristiano se maqueia, está usando lápis...
R - Também acho...
B - hummm.....

vai, vai, vai...não, não, não...

Vcs perceberam que o jogo foi uma m.... pela quantidade e qualidade dos papos né? Vai fazer o que? Não tínhamos o que fazer mesmo.... Agora show a parte foi aquele juíz que estava que nem um tresloucado distribuindo cartões...só pode gostar da cor...

vai, vai, vai...não, não,não...

quinta-feira, junho 24, 2010

Banquete do Amor


"Há uma história sobre os deuses gregos. Eles estavam entediados, então inventaram o ser humano. Mas continuaram entediados, então inventaram o amor. Assim, não se entediariam mais. Então decidiram experimentar o amor. E, finalmente... inventaram o riso... para que conseguissem suportá-lo."

"Às vezes você só sabe que foi longe demais quando está lá. E, é claro, já é tarde demais."

"Você acha que o amor é um truque da natureza para fazermos mais bebês? Ou acha que o amor é tudo e é o único sentido que existe para esse sonho louco (que é a vida)?"

(Do filme Banquete do Amor)

segunda-feira, junho 21, 2010

CALA A BOCA MARIDILZA!!!!!!!!

Ontem foi aniversário da Tia Heron. Uma festa linda, toda organizada pela Marisanta, um almoço (festa junina) e com direito a ficarmos para assistir o jogo projetado na parede. Eu estava particularmente ansiosa, sempre fico antes do jogo, mas ficar ansiosa dia de domingo é terrível. Eu preferia que os jogos fossem dia de semana ou até mesmo no sábado, domingo realmente é um dia chatíssimo para tanta emoção.
Enfim, toda arrumada com a minha roupa de Brasil para uma festa junina verde e amarela, fui comprar o presente. Resolvi dar uma boneca pra minha tia que fazia 70 anos. É uma boneca russa, tem um significado e também dei um bonequinho que salta de uma caixinha com uma plaquinha: me amarro na sua forma de ser, o que arrancou lágrimas da minha tia, da minha prima e lógico que minhas também, a Patricia  se segurou menina, acreditem vocês!!!!
A festa foi maravilhosa, com direito a outro momento de chôro quando a tia Heron pediu pra Maridilza ler um discurso de agradecimento pros meninos (filhos da Dinda) e em especial pra Dinda que, segundo a tia, encomendou a festa junto à São Pedro lá no céu. Isso se ela  e a mamãe, sassariqueiras do jeito que são, não estavam por lá, todas "empompadas"!!!
Enfim, desde as duas e meia eu comecei a olhar no relógio já em total clima de jogo e medo... Sim, tive medo quando vi o tamanho dos jogadores da CDM, e até falei inocentemente para a Pat: "nossa, imensos!!!! Olha o tamanho desses homens", ela retrucou: "tu já queres né???". Eu fiquei chocada: não entendi! Não sei o que fez ela me dizer isso, eu tão santa, tão comportada e assim.... bem, deixa pra lá... mas não posso deixar de negar que alguns me fizeram olhar mais para aquelas camisas coladas do que para a bola mesmo... Mas... foco Luciana, foco!!!!!
Minha prima Maridilza resolveu virar de uma só vez: torcedora, técnica, jogadora, incentivadora, preparadora técnica, comentarista...e recebeu um tremendo CALA A BOCA MARIDILZA todas as vezes que se pronunciava, até o final do jogo! O Galvão já tem com quem concorrer!
Falando do jogo: um absurdo aquele juíz, um absurdo aqueles mara...opa...trogloditas em cima dos nossos jogadores, um absurdo o gol deles... estou com raiva do juíz até hoje. Mas descobri que Kaká é muito humano e nada santo... Achei até másculo o que ele fez, uiii!!!! Gostei!
Quanto ao nome da bola em 2014 vou com a seguinte opinião de um cara que eu sigo no twitter: "A bola de 2014 pode se chamar "itaquaquecetuba". Só pra fuder com os estrangeiros" (http://twitter.com/o_colecionador)

quinta-feira, junho 17, 2010

Saldo do primeiro jogo (Brasil x arghhhh Coréia do Norte)

03  unhas roídas
02 kg a mais (comendo de nervosismo)
05 palavrões gritados
1578 palavrões mentais
01 P.Q.P. bem alto na hora do gol da coréia
06 pulos (a cada gol tínhamos que dar 3 pulinhos, uma mandinga que uma prima inventou, na dúvida....)
356 suspiros por coxas...
03 discussões a respeito da roupa do Dunga (para o desespero dos homens presentes)
323 vezes gritando vai, vai, vai!!! ou não, não não!!!!
574 figas entre os dedos (mandinga própria)
05 nomes de jogadores decorados (Elano, Maicon, Robino, Julio César, Luis Fabiano) o resto esqueci.

Mas eu não me conformo, não me conformo com o gol da Coréia. Me deixou triste. Acabou o jogo e nem me empolguei pra ir festejar, parecia que não tínhamos ganho jogo algum. Fico dizendo que pra começar é assim, eles ainda não estão tão azeitados juntos e etc...
mas não me conformo.

terça-feira, junho 15, 2010

FELIZ COPA!!!

Eu não gosto muito de futebol, mal sei os campeonatos que existem e sempre me confundo com a importância deles. Só sei que tem jogo na minha cidade quando, aos domingos, saio de casa e vejo as bandeiras na rua.

Sei que é gol quando as pessoas berram... se bem que podem berrar de raiva também...

Mas Copa do Mundo é uma coisa muito diferente... De repente em menos de um mês eu sei todas as regras do jogo, conheço os nomes de todos os jogadores do Brasil, sei sobre a política da CBF e da FIFA e onde eles estão falhando, sei sobre a história das copas e principalmente os nomes também dos jogadores e técnicos antigos.

Fico emocionada, grito, berro, xingo, me pego com os santos, faço figa, mandinga, rezo, rogo praga, enfim, fico ensandecida e completamente envolvida. Horas antes do jogo já não consigo ficar muito bem concentrada (como agora). Enfim, parece que está no ar a emoção da expectativa e o medo do que nem passa pela minha cabeça, pois é simplesmente inadimissível o Brasil perder um jogo logo na primeira fase.

(neste momento paro com a linha de raciocínio e começa uma discussão se inadmissível é com d mudo ou com o i que escrevi acima, um amigo meu diz: - coloca como tu quiseres...), no google, existem as duas formas de escrita, agora estou no dicionário on line: e graças, vejo que é com d mudo. Enfim, escrevi errado acima, então, como uma boa burocrata - onde se lê: inadimissível, leia-se inadmissível...)

Voltando, estou começando a ficar super ansiosa com o jogo. Na Copa do Mundo passada, no último jogo do Brasil, quando eu percebi que não tinha mais jeito, eu nem consegui mais ver o jogo, fiquei na janela da casa de minha amiga, pasmem: chorando.... rsss... hoje fico rindo, mas realmente me transformo.

Tudo bem que amo ver as coxas daqueles jogadores, e tem uns, que dá vontade de mandar a câmera congelar e ficar neles... rola tantos suspiros entre as mulheres que fica constrangedor. 

Mas ontem fiquei imaginando se eu fosse o Dunga... (ainda bem que eu não sou...muito enrugadinho...). E me imaginei no alto de um banco de vestiário e todos aqueles jogadores ao redor ávidos pelas minhas palavras e sabedoria e eu dizendo: gente, não pensem no final, não pensem na Copa do Mundo, pensem apenas que é um jogo cada. Cada jogo é um jogo, apenas isso. E vencendo de jogo em jogo chegamos lá. Mas não vão ainda lá. Fiquem aqui. Foco aqui. Amanhã é Coréia, só essa partida existe. E ao mesmo tempo, pensem que é a bolada de sábado. Um jogo. Apenas um. Um de cada vez. Foco..Se concentrem... e por aí foi a minha divagação... Fiquei pensando se seria uma boa técnica...mas óbvio que isso é derivado da Copa do Mundo... um evento que distribui loucura por aí...

E pra completar, o clima está tão no ar, que um primo meu me contou que desejaram pra ele "Feliz Copa" e ele: - éguaaaaa! Parece Natal já!?! É Bruno, é o Natal do futebol.

Então, hoje, primeiro jogo do Brasil (com a misteriosa Coréia do Norte), desejo à todos: FELIZ COPA!!!!!!!!!

quarta-feira, junho 09, 2010

Amores à uma mãe (im)perfeita II

Tinha algo que me incomodava, mas só vim descobrir lá pelos meados da vida adulta... eu não podia chorar perto da mamãe. Todas as vezes que eu chorava ela fazia uma cara de tanta pena e de tanto sofrimento, que eu acabava achando que o sofrimento dela estava sendo maior do que o meu em me ver chorando, e parava, engolia o chôro. E depois comecei a evitar chorar na frente dela. E quando eu sofria me afastava de casa, chorava na casa de amigas e voltava já "bem" para casa.

Chorei pouquíssimas vezes na frente dela... principalmente depois de ter me tornado "dona do meu nariz"... e sempre falei nas minhas terapias que a mamãe não tinha como me dar suporte se eu sofresse, pois ela sofria mais do que eu...e assim acreditei por muito tempo...e assim me poupei por muito tempo também...

Até que chegou um momento que foi muito difícil, eu já namorava o T. há cinco anos e ele estava desempregado. Eu, apaixonada, com planos de casar, ficar com ele e ele recebe uma proposta do meu cunhado para trabalhar na filial da empresa dele em Macapá. Recebe o convite e aceita. E a viagem aconteceria até no máximo 15 dias após.

Quando ele veio me contar eu desabei... não tinha como demovê-lo da idéia. E eu, egoistamente tentei mesmo... fiz de tudo... e com uma semana entrei numa crise que eu só chorava o dia todo, tinha começado um estágio, eu larguei, tirei uma licença do trabalho e só chorava o dia inteiro. Fiquei mal mesmo, e para a minha grande surpresa, mamãe deu conta. Não só deu conta de me ver sofrer, como também me deu um suporte que eu nunca tinha imaginado que ela era capaz de dar.

E a partir de então eu soube, soube que poderia contar com ela para o resto de nossas vidas...

Quanto ao namorado, eu chorei, sofri, fiquei muito mal, e algo muito estranho aconteceu, ao lidar com o inevitável, no dia seguinte que ele embarcou, eu estava bem. Lutando por um novo estágio, trabalhando e sem derramar uma lágrima. Eu sou assim: o inevitável me dá resignação e acabo me conformando. Depois de 3 meses ele voltou... não sei o que significou pra ele essa viagem...para mim, a iminência da falta dele na minha vida, me deu um presente... o suporte da minha mãe...

terça-feira, junho 08, 2010

Dor

"A palavra é Dor... porque dor não se deixa. Dor é coisa que se leva. Estar dentro da dor é deixar-se levar para depois da dor, é pular o muro e ver a dor do outro lado. Mas dor não se esconde, porque ela aparece..."

"... Para  não andar distraído em cada tristeza como se não fosse nada...."

"Quem tem medo da dor tem medo do dia e da noite. Tem medo das formigas...."

(extraído do filme brasileiro A Festa da Menina Morta)
Henry: - não vai passar nunca, não é?

Jemma: - Não. Mas ainda estamos aqui. Isso é alguma coisa.

(às vezes me sinto assim...)

(esse diálogo foi extraído do filme O Psicólogo)
"Sou o senhor do meu destino...sou o capitão da minha alma".
(Mandela no filme Invictus)