sexta-feira, junho 15, 2007


Amor é universal

Água é tranqüilidade

Fogo é desejo

Sol é preservação

Palavras são gaiolas

Movimento é liberdade

quarta-feira, junho 13, 2007

uma está sem namorado há algum tempo. feliz, se reencontrando.
a outra se separou há um ano, depois de 15 anos de casamento. feliz, se reencontrando.
a outra, tinha terminado um (pseudo)namoro de 10 dias. nada feliz, perdida. será que fiz a coisa certa?
o outro não namora há algum tempo. mora só com a Rosa (uma "papagaia") e atualmente o tigrão (um gato malhado). a rosa fala. ele não está só.
ninguém está. será?
agora, na hora do arquivo, todos abrem os sorrisos.
alguém sabe de suas dores?

terça-feira, junho 05, 2007

em homenagem ao dia mundial do meio ambiente


Quer ajudar a impedir o aquecimento global?
Aqui estão 10 coisas simples que você pode fazer e o quanto de dióxido
de carbono vai evitar com cada uma delas.
troque uma lâmpada
Substituir uma lâmpada comun por outra fluorescente poupa até
68 kg de dióxido de carbono por ano.

dirija menos
Ande, use a bicicleta, faça carona compartilhada ou pegue o ônibus mais vezes.
Você vai poupar 0,8 kg de dióxido de carbono para cada quilômetro.
recicle mais
Você pode poupar até 1.088 kg de dióxido de carbono por ano apenas
reciclando metade do seu lixo doméstico.
revise seus pneus
Conservar os pneus calibrados corretamente pode melhorar o consumo de gasolina em mais de 3%. Cada 5 litros de gasolina economizado evita 15 kg de dióxido de carbono na atmósfera!
Na hora de abastecer dê preferência ao álcool.
use menos água quente
É necessária muita energia para aquecer a água. Use menos água quente instalando chuveiro um de baixo fluxo (158 kg de CO2 a menos por ano)

evite produtos com muita embalagem
Poupe 544 kg de dióxido de carbono reduzindo o seu lixo em 10%.
ajuste seu termostato
Utilize o seu ar0condicionado somente quando necessário.
plante uma árvore
Uma única árvore absorve uma tonelada de dióxido de carbono durante sua vida.
desligue os aparelhos eletrônicos
Desligando sua televisão, DVD, estéreo e computador quando não estiver usando,
você economiza milhares de metros cúbicos de dióxido de carbono por ano.
faça parte da solução
Descubra mais e participe da PV, acesse o site: http://www.pv.org.br/
Postado por José Carlos Lima às 18:18 no blogger dele.
Cópia autorizada por ele.

quinta-feira, maio 31, 2007

Ansiedade
Ânsia
Desejo
Ardor
Fogo
Vermelho
Mata
Revive
Energia
Ira
Olhar
Eletricidade
Gana

segunda-feira, maio 07, 2007

A Ciência contribuiu para a perda de duas atitudes sagradas e saudáveis do ser humano: a fé e a intuição. Somos seres desconfiados.

SÉRIE INSETOS

Hoje encontrei uma baratinha no meu quarto. Minúscula, acho que um décimo da unha do meu dedo mindinho... Matei como quem mata a um rinocerante... Como disse o transeunte outro dia ao ver uma amiga gritando com medo de um gatinho minúsculo tb: medo é medo, cada um tem o seu...
24.04.2007.

terça-feira, abril 17, 2007

CONVERSAR = FAZER VERSOS COM

Achei lindo isso...

SER TERAPEUTA...

"(...) E ser terapeuta é buscar em si o desprendimento necessário para se fazer testemunha solidária do que de mais íntimo as pessoas trazem consigo. (...)" Paulo Barros


"Ser psicoterapeuta é ser sigilo, inviolabilidade, senão de fatos ao menos de emoções. É conter muitos Outros em si e permanecer com tudo isso em solidão. Não há supervisão ou troca de idéias com colegas que resolva ou elimine a "marca" do paciente no terapeuta. (...)" Ieda Porchat.


"Eu acho que somos os descendentes modificados, ou melhor, adequados à nossa época, dos feiticeiros, bruxos, curandeiros e conselheiros. Perdemos uma porção das habilidades dos nossos antepassados e ganhamos outras, próprias para esse tempo tecnológico." Abel Guedes

segunda-feira, abril 16, 2007

Ai que inveja!!!!
Queria estar nesse abraço....
Duas pessoas maravilhosas!!!!

O IRREVERSÍVEL

Estou a uns 5 minutos olhando para o teclado do computador com a barrinha piscando na tela. Não sei o que escrevo dentro de uma mente que pensa em escrever sobre tudo. Sobre o nada também. Me lembrei que hoje pensei em escrever sobre O Irreversível, na realidade acho que pensei nesse filme ontem. Quando estava atendendo um cliente observando ele falar de seu passado. O passado é irreversível. O tempo é irreversível. É um filme denso, mostra uma violência extremada, uma cena de estupro que no meio, tal qual criança, tapei meus olhos com minha mão entreaberta, que não evitou minha mórbida curiosidade de ver a cena mas pelo menos me deu a sensação de proteção. Os gritos lacinantes no meu ouvido por três dias. Os gritos e os sons da mulher estuprada não saiam da minha cabeça. Não pretendo ver o filme de novo. Alguns filmes são demais para o meu estômago, tanto o gastro quanto o mental. Mas vale a pena ver. É um filme que é feito de cenas temporalmente de trás pra frente. O que me deu a sensação de muita leveza no final, como se nada daquilo que os personagens presenciaram tivesse acontecido. Terminaram todos felizes na ignorância do que os aguardava no futuro. Um futuro de muita violência e dor. Sempre que vejo um filme fico pensando no que o autor quis passar para o público, qual a sacada dele. Não lembro da primeira frase do filme e da última (se eu não me engano) em que um personagem fala sobre o valor implacável do tempo. Mas fiquei pensando no título e no filme. O Irreversível! E me dei conta de que, apesar de todo o conteúdo denso, o autor talvez estivesse querendo falar sobre o tempo e da sua maior característica, da irreversibilidade. Damos um salto no desenvolvimento de nossa inteligência ao conseguirmos a reversibilidade do pensamento. Quanto dualidade, poder reverter o pensamento e ter que lidar com a irreversibilidade do tempo. Não poder voltar atrás para refazer. A vida anda... Não. O tempo faz a vida andar, é a carroça que a vida se escora. Seria tão bom se fosse igual o filme, nascêssemos velhos, já com todas as nossas dores vividas e vivêssemos em ordem decrescente de idade. Passaríamos por tudo de dor, de alegria, de desilusões, de coisas ruins e boas que trazem a maturidade e o crescimento e iríamos vivendo mas sem a memória do que passou. E sim, como uma borracha apagando tudo o que passou iríamos alcançando a ingenuidade de uma criança, sua docilidade, seu sorriso, até enfim, entrarmos no útero novamente para (idealmente) nos sentirmos seguros e protegidos novamente. Sonho com um sonho impossível. E o tempo continua irreversível. Só me resta viver.
27/03/2007

segunda-feira, abril 09, 2007

Ayla, a Filha das Cavernas

Comecei o livro de soslaio. Imenso. Umas 300 páginas. Será que é chato? Será que valeu ter comprado?
Desconfiadíssima de como seria o meu tempo com o livro comecei. E me vi, envolvida com os sintomas do vício, quando eu não paro de ler para nada, quando adio o que tenho que fazer para ficar mais um pouquinho com o livro. Ele não é a primeira maravilha no mundo literário mas é envolvente. As descrições acerca da fauna e flora da época pré-histórica chega um momento que cansa, pois as relações dentro do clã se tornam muito mais atraentes. Clãs? Fauna, flora da pré-história? Isso mesmo. É um romance (uma saga) que se passa nos primórdios de nossos tempos. Na pré-história. Nunca pensei muito nesse conceito. Mas pré-história significa antes da história, acabo de não concordar com o termo, tem muita história que é história dessa época e de suma importância para a discussão de um conceito muito em voga nas ciências biológicas que se chama herança filogenética. É a herança que nos é passada pelos nossos ancestrais. A biologia diz que todos nós a carregamos, dentro da psicologia, isto está sendo coadunado através de estudos da ancestralidade e das constelações familiares. Pelo espiritismo mais do que comprovado já que fomos os autores muitas vezes encarnados e reencarnados nessas histórias. Natural que tenhamos uma memória implícita dessas épocas.
Em alguns momentos pensei, na minha ignorância, que tudo não passava da fantasia da autora, mas ela fez uma extensa pesquisa sobre os costumes da época, e como chegam a esses estudos? A essas conclusões? Mas isso não me compete, nem antropóloga sou. Sou metida. Metida e curiosa. Metida, curiosa e desconfiada.
Porém, se ela está certa quanta ao formato dos cerébros das pessoas dos clãs, que era desenvolvido a região occiptal e se guardava as memórias dos antepassados e que, ficavam preocupados pois não estavam mais com espaço na cabeça para guardar tanta memória, e talvez, precisassem diminuir o tamanho do cerébro para continuarem existindo, tem tudo a ver, eu suponho, com a questão do nosso cerébro hoje em dia. Dizem e provam que não utilizamos nem 10% de nosso cerébro, porém isso nos permite estar vivos. Pela lógica temporal...
Uma outra coisa é ver, experenciar as regras de convivência dos clãs, o papel das mulheres desde essa época, a sensação atávica do medo do homem pelo poder (?) da mulher por ela gerar vida. A questão de que, se sabia quem era a mãe do filho mas o pai não. Na minha ignorância eu achava que eles sabiam ao certo quem era a mãe pois elas poderiam traí-lo com outros. Mas na verdade, eles não tinham nem o conhecimento de que o sexo era o que faziam terem filhos. E muito menos tinham a noção de traição e sim, os homens aliviavam as necessidades deles nas mulheres que bem entendiam. Mesmo assim, buscavam não aliviar nas mulheres que era companheiras de outros homens. O filho do homem na realidade era filho da companheira do homem. Quanto poder feminino, já subjulgado pela violência dos homens. Bem atávica essa história que me lembra comportamentos bem atuais.
Não sei se evoluímos muito. Talvez corporalmente sim. Talvez nossa raça esteja se embelezando. Talvez tenhamos mais vozes e formas de comunicação. Mas muito daquela época, relatada no livro, me fez lembrar das relações de hoje em dia. Não sei se isso é bom ou ruim e sim, uma constatação.
O livro não acaba, é uma saga, faltam mais 4...Vou comentando por aqui.

segunda-feira, março 26, 2007


to com sono. com fome. com muito sono. o tempo não é normal. a utilização do tempo é antinatural. não é humana. uma sensação de urgência pairando no ar. significado de competência, de importância. não ter tempo é importante. ter tempo para fazer palavras cruzadas dá a sensação de que não se faz nada. temos que estar o tempo todo ocupados? De quê? Pra quê?


resolvi subverter a ordem. não colocarei mais letras maiúsculas. estou cansada de apertar o shift. estou cansada de ser certinha. de brigar por isso. quero ser errada. quero não ter pontos e nem vírgulas.

quarta-feira, março 21, 2007

AQUI JAZ...

De repente ela estava em um espiral, movimentando-se em ordem descendente, vendo o futuro ficar mais distante e intangível. O presente não existia, e o passado não era visitado ou revisitado nas fugas das horas. Ela inexistia. Estava em um espiral, entrando em círculos em um lugar obscuro. Um lugar-comum na vida-comum, mas que somente pra ela tinha significado: depressão.
Levantava-se todos os dias no mesmo horário para cumprir sua (in)existência. Como uma autômata ia ao banheiro e olhava-se no espelho se procurando. Não se encontrava. Sabia que não estava ali e sim no seu espiral, dentro e dando voltas no lugar.
O mundo passava por ela e ela não passava por ele. Estava ali, parada. Só tinha consciência de que algo não ia bem na altura do estômago e no meio dos seios. Uma força, uma opressão, uma agulhada, um sufocamento e então vinha o nada. Nada. Nada. Nada.
Não era ela, era outra. Uma outra que não era, que estava sendo. Morta em vida. Todos os dias se visitava no túmulo. Não conseguia ler sua lápide. Tentava, esfregava, soprava, mas não conseguia ler além do “Aqui jaz”...

terça-feira, março 13, 2007

O DIABO VESTE PRADA
Não sei quem está sendo mais ofendido, se o diabo ou a marca Prada ao serem comparados com Miranda Priestly, a suposta editora de uma suposta revista de moda, de uma não, da maior revista de moda do mundo. O livro é gracioso, dá pra se divertir com o humor sarcástico da personagem principal a coitada-louca-subserviente-aspirante-a-escritora Andréa Sachs. Miranda consegue ser muito pior do que a própria mitologia religiosa fala do Diabo e seu inferno, não sei se preferiria lidar com ela do que lidar com ele .

Em alguns momentos, mesmo tendo uma consciência de seus movimentos psíquicos e de sua pretensão para a carreira, cheguei a ficar com raiva de Andréa pela sua subserviência em troca de uma suposta promoção que, como a única alternativa de alcançá-la, era servir de babá de luxo de uma pessoa que não tinha competência para pegar um copo d´água para matar a sua sede.
Uma pessoa cega e deslumbrada com a vaidade e a ganância do mundo, cercada de pessoas subservientes que realmente acreditam que existem pessoas que são mais importantes que outras pessoas, pessoas que merecem reverência por onde passam e pasmem, não por serem sedutoras ou agradáveis e sim, por estabelecerem relações passivo-agressivas como qualquer agressor moral.

Miranda é um exemplo de uma pessoa que através de uma atitude passivo-agressiva minava a capacidade de existir de qualquer ser humano que convivesse com ela por onde ela passasse. E as pessoas não percebiam ou precisavam tanto do suposto glamour que envolvia, que se permitiam a isso ou se viam enredadas nesse sistema de relações.

O livro é um retrato da experiência que a autora teve em seu primeiro emprego para a editora da revista Vogue. Fiquei pasma, será que realmente ela passou por tudo isso? O que faz uma pessoa se submeter a tanta humilhação? O que a faz se tornar um ser que não existia mais diante de uma pessoa que não existia para ela também, mas que a sua mera existência era pautada em humilhação, dor (e dor física tb) e nulidade?

Assédio Moral, um conceito que está muito em voga nos dias de hoje, visto e revisto na psicologia, novo ainda em tribunais porém muito antigo na história da humanidade. Segundo Hirigoyen, 2000, “POR ASSÉDIO EM UM LOCAL DE TRABALHO TEMOS QUE entender toda e qualquer conduta abusiva manifestando-se sobretudo por comportamentos, palavras, atos, gestos, escritos que possam trazer dano à personalidade, à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa, pôr em perigo seu emprego ou degradas o ambiente de trabalho". Quem nunca teve contato com uma pessoa que sorrindo e com o que parece as melhores das intenções consegue deixar a outra pensando que é o côco-da-pulga-do-cachorro-que-foi-esmagado-pelo-cavalo-do-bandido? E, apesar de atualmente está muito voltado para as relações de trabalho o assédio moral pode se dar em qualquer relação e não somente na profissional. Pode se dar entre pais e filhos, casais, amigos e qualquer tipo de relação. No assédio moral existem dois lados: o agressor e a vítima. Não pensemos que a vítima é uma pessoa fraca e influenciável. A vítima se torna vítima muitas vezes por seu perfeccionismo. Geralmente são pessoas comprometidas com suas vidas, com seus trabalhos e que perfeccionistas. É o traço mais marcante da vítima. Porém podemos pensar que, se alguém quer ser tão perfeito é porque em algum nível entrou em contato com a possibilidade de alguma imperfeição e precisa do simbolismo da perfeição, mesmo que seja em uma mera tarefa para aplacar a percepção do imperfeito, mas isso já é uma outra estória.

Já o agressor carece de auto-estima, são geralmente pessoas que precisam submeter outras pessoas ao seu poder e ao seu julgo para poderem se sentir poderosas. E esse alimento não pode parar, pois sem o outro subjugado ela não teria condições de se sentir superior e poderosa. Isto sem citar que essas pessoas não são dotadas da capacidade de empatia, que é o colocar-se no lugar do outro, são perversas, apresentam traços de sadismo, manipuladores, possuem uma fria racionalidade dentre outros traços de comportamento.
O Diabo veste Prada, certamente não ganhará nenhum prêmio de literatura, mas é um aprendizado. Um aprendizado de como um mundo que eu nem imaginava que existisse, existe. E o pior, é valorizado por muitas outras pessoas que não fazem parte dele, como a garota que escreveu a carta pedindo o vestido. Tudo está no imaginário das pessoas e imaginando, as pessoas constroem castelos na vida dos outros onde só existem cabanas de lixo e podridão escondido atrás de fachadas de glamour.

O livro ensina os toques sutis do comportamento atrás do assédio moral e como pessoas consideradas boas como Andréa se submetem à ele e em algum nível correm o risco de se tornarem num momento futuro também agressores em potencial.

Recomendo para todos que queiram refletir as quantas anda a sua maneira de exercer o poder e de se submeter ao poder, já que nossa sociedade ainda é constituída por esse modelo social: dominador/dominado. E recomendo principalmente como exemplo para psicólogos, advogados e outros profissionais que exercem algum tipo de função que lhes dão (um suposto) poder.
Vale a pena.
Luciana Castelo Branco
Em, 11.03.2007