sexta-feira, maio 09, 2008

Será que o preço da consciência é o medo?

quarta-feira, maio 07, 2008

SÉRIE INSETOS

Anteontem estávamos todos em casa. Cada qual no seu quarto. Noite alta. Resolvo sair do quarto não lembro porque e dei de cara com ela. Uma barata enormeeeeee.. Daquelas que entram voando pelo apartamento (moro no primeiro andar)... Nunca mais tínhamos recebido esse tipo de visita...
Berrei!!! Foi meu primeiro ímpeto. Berrei pra Lola voltar pro quarto para não vê-la, fiquei com medo dela querer ir ter com a baratona. Berrei pra minha mãe para que ela me salvasse daquela visita imponente, que estava avançando a passos largos pelo corredor. E berrei inutilmente para meu irmão que, coitado, pegou esse medo de mim. Sim, ele pegou, porque medo é contagioso!
Minha mãe ficou frente a frente com ela, e eu gritava MATA!!! MATA!!! Olhava pra barata, pra Lola que voltou correndo para a minha cama e para a mamãe, neste momento a barata já estava na porta do quarto dela ao lado do meu. Entrei correndo no meu e fechei a porta, quando a minha mãe disse: como matar? Eu também estou com medo! Pensei: f....deu-se!!!! E disse: peraí!!! Usa a minha chinela havaianas (parece publicidade da novela das oito)... E minha mãe então sem pensar deu chineladas, várias e a barata começou a morrer e depois ficou lá... grudada no chão na frente do quarto da mamãe que neste momento estava ofegante deitada em sua cama me sentenciando que ela nunca mais vai matar uma barata porque ela estava passando mal...
ééé..com esta sentença tenho que começar a me preparar para matá-las!!!
E pra tirar a barata de lá? Pedi pra ela, lógico que não, pedi pro meu irmão ele disse que nem estava escutando o que eu estava falando, então só tinha eu e minhas outras "eus"...peguei um papel bem grosso e coloquei a dita em cima e fui quase correndo jogá-la na lata de lixo e fechar a casa toda pois outra poderia vir visitá-la... medo é irracional mesmo, cria até consciência!!
E então ontem fiquei sabendo que outro dia, em pleno dia, vejam só, dia!!!!! Uma barata estava subindo pelo lado de fora do prédio e pronta pra entrar no meu quarto...
Agora me digam: alguém sabe me dizer pra quê as baratas existem????

quinta-feira, abril 17, 2008

Sabedoria Popular

Outro dia estava assistindo ao Jornal na TV e estava passando uma reportagem sobre umas ondas gigantes em São Luiz (me desculpem se eu estiver errada pois não prestei atenção muito na reportagem em si e sim nas pessoas entrevistadas). E com uma mulher muito simples, o repórter perguntando sobre o medo que a população estava sentindo:
- E o coração como fica?
Ela responde:
- Menino! Não sai da boca porque a gente fecha a boca. Mas é a vontade do coração!

Adorei!

quarta-feira, abril 02, 2008

Do Filme Chegadas e Partidas

Às vezes, há uma história por trás da história.

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Enfrentamos nossos medos porque não podemos evitá-los.

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O que é um velório?
É uma despedida

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Há tantas coisas que desconheço.
Se um barbante com nó pode libertar o vento e se um afogado pode acordar então um homem ferido pode se curar.
Quando eu estava aprendendo a pintar, perguntei ao meu professor:



- E se eu errar e pingar tinta no papel o que eu faço? Tenho que refazer tudo?



- Não! Aproveita o pingo no papel e faz alguma coisa com ele. Aproveita o erro e cria algo com ele.



Pensando bem, assim deveria ser a vida...

terça-feira, março 18, 2008

(...) me causa muitas vezes letargia e uma expectativa irreal de que a vida se resolverá sozinha como num passe de mágica. Oscilo entre agarrar meus sonhos e desistir deles e pior ainda, nesta guerra, perco a minha realidade. Mas isso parece distante já. Parece que é ressaca pois me sinto mudando e empreendendo esta mudança.

Realidade: o choque inevitável....Desejos nem sempre são compatíveis com o real.
Às vezes precisamos exercitar o desapego para abrir espaço para coisas novas na nossa vida...

O desapego tem sido um grande exercício para mim... grande e frutífero...e leia-se desapego inclusive de processos mentais, pensamentos, emoções e etc...

A tal da Impermanência

Não tem como ser somente uma máxima teórica mesmo...esta é a prática da vida... as vezes alentadora e as vezes desesperadora, a máxima da impermanência!!!!
Um amigo me escreveu isto: "Parafraseando Rosane Granzotto: não somos serem incompletos, somos seres de criação".
Eu respondi:
É tão bom não pensar na incompletude cultural que nos repassam e acabamos introjetando desde sempre... é tão bom pensar em seres de criação e brincar com a nossa criatividade nos libertando de amarras sociais e fóbicas...
...E nos misturamos no ideal introjetado da sociedade atual o que nos distancia de nossos potenciais.
Sobre isso, estou falando de mim... Tenho feito o caminho inverso. Ao invés de olhar para estereótipos estou olhando pra mim e procurando o meu bem-estar...


(escrevi isto à uma pessoa mto querida)

sexta-feira, março 07, 2008

Julgar

O último aprendizado que eu tive foi não julgar, não emitir opiniões sobre outras pessoas sem ter (o que eu acho que posso ter) o conhecimento total das situações que as envolvem. Como isso é praticamente impossível é melhor me abster de julgamentos e comentários.
Fui julgada e quem me julgou, julgou pela aparência lógica de uma situação. Isto é outra coisa: acho que devemos aprender a nos proteger e deixarmos sempre bem claro situações que podem ser dúbias.
E pela omissão, pela dubialidade (existe essa palavra?) o meu julgamento foi pela aparência da situação.
Ainda bem que deu tempo de reparar. Mas já imaginou o estrago que a gente pode fazer com outrem sem saber realmente o que está acontecendo? E sem buscar coletar informações que julgaremos suficientes??
Será que existe informação suficiente? E a verdade existe?
A verdade se mantém quando pensamos na vida sob a égide da subjetividade?

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Borracha

Estou passando minha vida a limpo.
Queria uma borracha mágica e enorme que apagasse tudo que eu já vivi até hoje, todas as decisões que eu tomei, todos os caminhos que eu segui.
Apagaria os fatos mas não a memória deles, para, como num milagre insano, ter a certeza das conseqüências daqueles caminhos e trilhar outros caminhos.
Acho que algumas coisas escolheria de novo outras iria passar ao largo.
Passando a minha vida a limpo.
Encerrando alguns ciclos.
Desapego.
Deixando ir coisas, pessoas, situações, fatos...
E criando espaço...

Hoje eu escrevi para uma amiga que não peço mais à Deus que me ilumine para que os caminhos que estou escolhendo sejam certos. Peço pra Ele somente a opção. Que existam sempre caminhos que eu possa ir. Acho que do contrário é a não-vida.

quinta-feira, janeiro 17, 2008


Hoje eu estou

"Como uma planta que cresce assimilando do solo e do ar nutrientes que lhe ajudarão a crescer, ao mesmo tempo em que cria e desenvolve mecanismos para se proteger de elementos que possam ameaçar a sua existência, filtrando poluentes, desenvolvento raízes fortes, fechando-se ao contato com elementos potencialmente agressivos, criando formas inusitadas para receber o sol ou proteger-se das intempéries." (Selma Ciornai)

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Quando fazemos a leitura de um texto, por mais fiel que saia a leitura, se ficarmos atentos, observando, notaremos que, apesar do treino, dois homens não podem, nem conseguem lê-lo da mesma forma. A subjetividade os trai, ainda que seja a mais sutil possível, só captável por um expert atento. A respiração, a entonaçaõ de uma palavra, denunciam a subjetividade. Alguma marca da subjetividade vamos receber junto com a leitura do texto.
Assim, nos animais e nos bebês humanos temos, como expressão, os signos; no homem adulto, os símbolos.
Esse despreparo institivo acarreta ao homem a condenação de se tornar um animal gregário, não mais pelo instinto, e sim pela dependência. A evolução e o desenvolvimento do bebê humano são intercalados pela presença do outro. E a falta dessa intimidade o condena a buscar eternamente essa complementação.
(...)
Então, durante a falta, organiza-se um espaço para a alucinação perceptiva dessa presença.
(...)
A partir dessa entrada numa outra dimensão, toda a realidade passa pela subjetividade. Nenhum fenômeno escapa desse crivo. A realidade passa a ser apreendida pelo referencial subjetivo individual de cada um, herança do que foi vivido com a inter-relação com esse "outro", que engloba a cultura, a fala e a subjetividade desse mesmo "outro",
(...)
O homem perverte a organização biológica.
Faz greve de fome, mata-se por uma ideologia, alimenta-se não mais para sobreviver, droga-se, destrói sua vida biológica em prol de desejos.
Que ser é esse? Um ser tomado pela subversão dessa organização primitiva, em que a equação era determinada: para o instinto sexual, só a prática sexual, ou o acasalamento, satisfaz o instinto. No homem, ocorre um outro fenômeno. Ele se satisfaz sexualmente pelo olhar, pela fantasia, pela masturbação, afastando-se da procriação. A fêmea humana tem seu "cio" independente do período fértil para a sobrevivência da espécie. Esse fenômeno modifica toda a vida instintiva. E surgem o erotismo e as fantasias, as perversões e as doenças, resultado da supremacia do desejo sobre as funções fisiológicas na busca do prazer.

Regina T. Winter
"Os outros lugares são espelhos em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá."
Ítalo Calvino

quinta-feira, janeiro 03, 2008

7:00h da manhã. O despertador do celular toca. Ela abre o fecha o flip, forma mais rápida de ativar o "soneca". 8 minutos a mais de sono. 8? Ela já tentou colocar 10 minutos. Não conseguiu. Desde que recebeu esse celular sempre fica intrigada com os 8 minutos. Porque não 10? Ela ganhava mais 2. E voltou a fechar os olhos. Tocou de novo. Tem certeza que o celular estava enganando-a. Já? Abriu os olhos e a primeira coisa que viu foi o teto branco e pálido em cima dos seus olhos. Tela em branco. Tédio.
Mais um dia em que ela tem que se vestir dela mesma, vestir um sorriso, vestir expressões e ir para o mundo se relacionar. Trabalho. Há muito seu trabalho perdeu o viço. O viço de uma adolescente. Há muito em que ela oscila entre suportar um dia a mais e não suportar mais nem levantar da cama. Há muito também que esses dois estados são intercalados sob variados aspectos de humor em que ela abstrai da vida que ela escolheu e sonha com outras vidas. E como uma boneca de corda, consegue um pouco mais de fôlego para o dia seguinte.
Abriu os olhos, olhou a palidez do teto, reflexo de sua vida e pensou: mais um dia. Um dia em que ela chegará atrasada mais uma vez, um dia em que ela se arrastará até o elevador, do elevador para o carro, e tal qual uma autômata segue dirigindo até o local. Lá sai do carro, veste o seu melhor e mais enganador sorriso e vai adiante despejando bom dia aos outros que passam por ela. Engana bem. Só não consegue se enganar. Ela tentava. Tentava sempre, agora não tem mais forças para isso. Ela não se engana mais. Mas também não sabe mais o que é a sua verdade. O que será dela? O que ela quer? Pelo que deve continuar? Pelo que deve viver?
Ela vai pesada na frente do computador e busca um mundo que não é o que ela está. Busca mas também não satisfaz. Ela sabe. Não dá mais pra viajar. Não dá mais pra fingir. Nada mais pode servir de trampolim para a ausência da realidade na fantasia, na esperança. A vida é o que é. O dia a dia é o que é. Tal como o teto: pálido, branco, sem movimento.
Ela se estranha. Existem duas. A fantasiada. Que veste roupas de acordo com a ocasião. Roupas muitas vezes de 1,99. Outras sofisticadas. Que ela até acredita. Mas sabe que não passa de um baile de máscaras.
E então ela descobre, nesse dia, uma forma de se isolar. Vai para uma sala isolada mas deixa a porta aberta. E liga o computador.
Na lentidão espera e olha para o lado.
Então um homem vem e diz: um doce pelos teus pensamentos.
E a desperta, salva dela mesma.
(Em 30/11/2007)

quarta-feira, janeiro 02, 2008

"Que eu faça um mendigo sentar-se à minha mesa, que eu perdoe aquele que me ofende e me esforce por amar, inclusive o meu inimigo, em nome de Cristo, tudo isto, naturalmente, não deixa de ser uma grande virtude. O que faço ao menor dos meus irmãos é ao próprio Cristo que faço. Mas o que acontecerá se descubro, porventura, que o menor, o mais miserável de todos, o mais pobre dos mendigos, o mais insolente dos meus caluniadores, o meu inimigo, reside dentro de mim, sou eu mesmo, e precisa da esmola da minha bondade, e que eu mesmo sou o inimigo que é necessário amar"(?).
Carl Gustav Jung
The Collected Works of CG Jung. Vol XI, Pg 520.
Palavras não são vendidas no atacado. Pelo menos em suas origens. Qualquer outra arte tem que ter no mínimo uma mola que move o mundo. O dinheiro subverteu a arte. De onde vem os pinçéis e as telas? (Em 10.09.2007)
Não consigo desgarrar das palavras. Será que é apego? Não. Muito simples... Mas continuo achando que palavras são gaiolas. Estou construindo aqui gaiolas ou a libertação? Afinal, de que material é feita a vida? Ele tem raiva de mim. Peço que deixe a raiva ficar mas que não me prejudique, a raiva é dele e não minha. Sou frágil. A vida é feita disso: fragilidade. E de inconsistência. A vida é líquida, já diz um título de um livro. Um líquido que escorre entre os dedos das mãos e dos pés para o bueiro da mortalidade. Ou da eternidade. Vida é morte aos pedaços. E a angústia? Outro material que reveste a vida. Angústia é criação... Qual então será a criatura? Isso diz quem eu sou?
Em 10/09/2007

O espião

"espio
no espelho
o espião
que existe
em mim
mas ei-lo
que logo se esconde
atrás
da imagem
que espio
em mim".

Flávio Moreira da Costa (O Espião)
Tudo a que você resiste, persiste"

Karl Gustav Jung (1875-1961)
"... Dependência não se discute, arruma-se qualquer desculpa para mantê-la"
Carpinejar...

"... o amor tem a mania da sincronia. Pune quem se antecipa ou chega atrasado."
Carpinejar...

"Antecipa o fim porque não está disposto a recomeçar..."
Carpinejar...

Reticências depois do nome do Carpinejar indica o que penso dele: ilimitado...

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Sobre o Natal:

"Simplifique sua comemoração.
O maior nem sempre é o melhor.
O caro nem sempre é valioso.
O que leva tempo nem sempre dura".

(Karen Katafiasz)
"Ninguém pode compreender ou imaginar todas as maravilhas do mundo que são invisíveis e que nunca poderão ser admiradas".
(redator-chefe do jornal nova-iorquino “The Sun”, numa manhã de setembro de 1897).

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Uma vontade de escrever e um vazio na mente...
Cansaço. Puro cansaço. Um cansaço que me remete a um caráter atávico. Não. Não é atávico. É enraízado.
Raíz. Asas da imobilidade.
Liberdade.
Mas isso é um embuste. Continuo sem nada na minha mente.
A não ser o cansaço.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Vida Simples

É o título de uma revista mensal que sempre leio.

Voluntariado, ecologia, arte, literatura, filosofia, poesia, dicas, perguntas curiosas, pensamentos, imagens...
Visitem o site e vejam como é bom: http://vidasimples.abril.com.br/

Falando nisso, por ela soube que o Dia Internacional do Voluntariado foi ontem!!!!!!

terça-feira, dezembro 04, 2007

O primeiro olhar

Um dos filhotes da minha Lola abriu os dois olhos pela primeira vez ontem.
Fiz ele me olhar bem de perto...
Mas depois pensei:
como será olhar o mundo pela primeira vez?


E então lembro de Alberto Caeiro quando diz: "não é bastante
não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma".

sexta-feira, novembro 30, 2007

será que o mundo da arte vai libertá-la?

quinta-feira, novembro 29, 2007

(...) Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar (...) leia +
http://www.releituras.com/jsaramago_conto.asp

José Saramago

sexta-feira, novembro 23, 2007

Desejo para mim!

Amor Pra Recomeçar

Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero

Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar
Eu te desejo, muitos amigos
Mas que em um você possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar
Quando você ficar triste
Que seja por um dia, e não o ano inteiro
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero
Desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Pra recomeçar

Eu desejo que você ganhe dinheiro
Pois é preciso viver também
E que você diga a ele, pelo menos uma vez,
Quem é mesmo dono de quem

Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
Eu desejo que você tenha quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar
(Frejat)

quinta-feira, novembro 22, 2007

Convite

Vejam que lindo que eu recebi!

Quando me ligaram do Colégio dos meus filhos convidando-me a participar do projeto “Os pais contam o conto” - um projeto de um cunho social, cujos valores arrecadados serão integralmente doados às instituições de caridade - para fazer o papel do Pinóquio na peça intitulada “As aventuras de Pinóquio na Amazônia”, confesso que fiquei meio inseguro acerca do “mico que poderia pagar”. Ademais, como iria arranjar “tempo” para os ensaios, fantasias, textos, etc...?
Contudo, refletindo mais um pouco observei que durante o processo educacional de nossas crianças, acabamos por cobrar-lhes muitos valores que, na maioria das vezes, por um motivo ou por outro, nós mesmos, enquanto pais e orientadores principais, não lhes repassamos.
Educação é exemplo!!! Isto é dito de forma retumbante por 10 entre 10 educadores e me parece não ser novidade para nós classe média, uma vez que nossos avós, isso já o repetiam. Chega a ser até mesmo um conhecimento...digamos, intrínseco.
O que corre é que, freqüentemente, estamos diante do óbvio e não o vemos. Repetir, falar, não é a mesma coisa que fazer, evidentemente.
Então, como cobrar de nossos filhos de que eles sejam dinâmicos, eficientes, corteses, ecologicamente e socialmente conscientes, se nós mesmos não o somos? Como cobrar de que eles tenham desenvoltura para falar em público, se nós mesmos não a temos e - se temos - não a demonstramos a eles? Como cobrar adultos seguros e equilibrados socialmente se nós mesmos não impomos os limites? Como cobrar responsabilidade social se nós mesmos não temos “tempo” para desenvolver nossos projetos imaginários e que nunca se concretizam? Como cobrar de que eles sejam os nossos “atores sociais” do 3º milênio, se não subimos no palco da vida e os ensinamos de verdade?
Gerar é fácil, e é bom...criar...bem, criar não é tão difícil...alimente-os bem, compre roupa da zoomp, sapato da nike, pague a escola, inglês, kumon, balet, natação, clube e você cria seus filhos com tranqüilidade... Mas, educar...ai são outros 500...Educar depende quase que exclusivamente de nós, do nosso esforço pessoal, da sensibilidade, do carinho, do amor incondicional que temos pelos pequenos, inclusive do amor que recebemos dos nossos pais, enfim, do nosso exemplo...e isso, meus queridos, não – é – fácil.
Então, resolvi ir e conferir a “estória” de Pinóquio e observei que a inspiração do criador do conto, Carlo Collodi, 1881, foi ainda mais maravilhosa do que se imagina.
Quantos Gepetos há no mundo? Quantos pais são capazes de vender seu próprio casaco em benefício do futuro do seu filho (na atualidade a maioria vende o seu precioso tempo)? Quantos ainda fazem isso, mas sem esquecer da importância dos limites, da educação e da cultura na vida dos deles? E quantos de nós não fomos, somos ou estamos um pouco Pinóquio?
O prólogo da “estória” é mais ou menos assim (Segundo Sandra Britto – Roteirista e diretora da Peça):
Pinóquio um boneco de madeira, que a princípio nem humano é, mas que aos poucos vai se transformando em um menino de verdade – é a tão almejada maturidade, despertada pelo amor incondicional do seu pai Gepeto – um marceneiro, capaz de vender seu próprio casaco e passar frio, só para dar a oportunidade para o menino de madeira estudar. E, lá se vai Pinóquio com o prazer demasiado de querer ser feliz sem pensar nas conseqüências dos seus atos, sem saber ao certo o que é o Bem ou o Mal, apenas seguindo, caminhando e caindo nas tentações provocadas pela astúcia da Raposa e do Gato. Como proteção, a Fada-Azul, deu-lhe de presente algo precioso, o Grilo-Falante, que não lhe impõe absolutamente nada, apenas lhe aconselha, numa sabedoria aliada a uma afetividade, que conduz, mas o deixa livre para decidi o que fazer. Pinóquio descobre que nem tudo pode ser como queremos, que podemos ser contrariados, que nem sempre a nossa vontade impera, que somos falíveis, possíveis de erros e acertos, somos duais, mas o que importa é a lição que tiramos de cada erro, o que fazemos depois. Pinóquio, o boneco de madeira que não sabia ao certo o que era o amor e sai do egoísmo, do egocentrismo para o altruísmo, sente medo, percebe o quanto errou, descobre o choro, a saudade... descobre, o valor do trabalho e o quanto é amado pelo pai e valoriza o amor, e ao salvar a vida de Gepeto, acaba por salvar a si mesmo: torna-se um menino de verdade, com critério, uma criança cheia, reflexo do sentimento mais nobre do qual foi criado: O amor!
Assim meus queridos amigos é que convido vocês a participarem junto conosco, quer no palco ou fora dele, desta doce aventura. O melhor de tudo isto será, se por qualquer relance, independentemente de sermos atores ou platéia, pudermos presenciar nos olhos de qualquer criança ali presente, a percepção de que, lá no fundo, este pequenino ser está aprendendo ludicamente as lições da vida.
Que este espetáculo seja um abrir de um livro infantil, cheio de olhares brilhantes, repletos de expectativas, um momento de alegria, otimismo, intimidade com nossos filhos, autoconhecimento, sem rabugices e com muita afetividade.
Participe !!!
Um grande abraço.

Paulo Ivan Borges
(Pai do Lucas Gabriel e do Matheus Vinícius)


Dias 24 (17:30 e 19:00) e 25 (17:00) de novembro no Teatro Margarida Schivasappa – No Centur
Ingressos antecipados no Colégio ou no Teatro.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Passeando aqui e ali acho ditos preciosos como esses:

"Sigo entre o medo da rejeição e o hábito da dor".

"E que eu me repita em minhas reticências..."

Eu sei o que significou isso pra mim. Se vocês quiserem perguntar pra ele o que ele quis dizer, podem ir lá http://divadoboemio.blogspot.com/

terça-feira, novembro 13, 2007



E foi naquela epoca...

A poesia chegou me procurando.

Eu nao sei, nao sei de onde ela veio,

se de um inverno ou de um rio.

Eu nao sei como nem quando.

Nao, nao eram vozes,

nao eram palavras, nem silêncio;

mas de uma rua eu fui chamado abruptamente

dos ramos da noite, dos outros,

no meio de um tiroteio violento,

e num retorno solitario la estava eu

sem um rosto... e ela me tocou.


Pablo Neruda

O (doce) Carteiro e o Poeta

Às vezes escrever não dá a dimensão do que eu sinto. Este filme pode ser expressado mais perfeitamente por um movimento em minhas mãos, que intencionalmente, refletem a leveza e a beleza que experenciei.
Não sou nenhuma crítica, quando eu vejo um filme eu não analiso, eu experencio, eu vivo, eu entro no filme, faço parte. E, muitas vezes, me passam despercebidos os detalhes técnicos. Mas como, ao viver, se pode olhar a técnica?
Conhecia já a poesia de Pablo Neruda. Num contato fugaz. Pois ao ler Pablo, preferi Pessoa. Não como forma de comparação. Até porque são incomparáveis. E sim, pelo meu momento mesmo.
Então meu irmão, que começa a descobrir o doce lado da poesia, foi ao meu quarto e resgatou Pablo. E então foi atrás do filme e pediu que eu assistisse. Demorei 3 dias pensando se eu ia ver ou não. E resolvi ver no domingo. Belo dia para um filme como esse.
E então, surpreendentemente, me peguei com o desejo imenso de ler mais Neruda. De conhecer mais.
O filme é leve. Em um tempo inexistente em minha realidade. Parece-me que no filme o tempo tinha seu ritmo próprio que não é o tempo de agora. Os olhares, as palavras, a música, o mar, os conflitos, todos esmiuçados com calma, no tempo que lhes era necessário.
Agora, lindo foi o ator que fez o carteiro, Massimo. Ele era tão bom, tão bom, que de repente me peguei pensando se, na "vida real", ele tinha aquele jeito mesmo e o confundi com o seu personagem.
Senti junto com ele sua angústia por uma vida melhor, um lugar melhor, a busca pelas palavras, pelas metáforas, a vontade de ser poeta, o desejo de conquistar o amor, a febre de uma paixão, as desilusões pelas expectativas, a busca pela conquista de um mundo melhor. O carteiro (que acho que se chamava Mário no filme) que tinha somente um destinatário, conseguiu dar uma nova amplitude em sua vida ao se entregar para o que a vida lhe acenava.
Duas cenas me foram tocantes: uma quando Pablo diz à ele que ele tinha "roubado" uma poesia dele e ele diz que a poesia não é de quem a escreve e sim, de quem necessita dela. P E R F E I T O. Isto é falado com tanta simplicidade e sabedoria que Pablo se cala diante de sua sinceridade e angústia. A poesia não é de quem a escreve e sim de quem necessita dela. O que mais na vida é assim?
Uma outra cena quando Pablo diz que está com problemas com a água e Mário responde: vc tem água? Ele diz: não. Então Mário diz: ah então não é problema!
A realidade do vilarejo é a falta d´água, se Pablo tivesse água isso seria problema. Perfeito. A realidade de cada um é o seu retrato da perfeição (mesmo que seja imperfeito para outros).
Bem, chorei que me acabei no final, quando infelizmente Pablo não manteve o contato que Mário ansiava, e, depois de muitos anos resolve visitá-lo e a esposa diz que ele falecera. Chorei, chorei pela sua expectativa não realizada, chorei pelo seu amor que ficou não correspondido, chorei pela sua esperança (espera) que foi contemplada quando ele não mais estava lá para ver, chorei pela violência da forma como ele morreu e devo, em algum nível, ter chorado por mim também.
Então, não contente, fui ver os extras do filme e então, eis que vem a notícia de que o ator que fez o carteiro morreu ou durante o filme ou no final das filmagens. E aí eu chorei de novo, e experenciei um sentimento de pesar por ele que eu nem conhecia. Mas que, ao viver e morrer pela sua arte, me fez renascer de alguma forma.

segunda-feira, novembro 12, 2007

"Consentir com a própria morte e renascer, não é fácil!" (Perls)

Sem comentários...eles estão povoando e gritando na minha mente..então quando eu conseguir organizá-los, eu vou colocando aqui.

domingo, novembro 11, 2007

IRA

Ontem foi o dia dos consertos. 4 calças na costureira pra fazer a bainha... e sapatos no sapateiro. Um deles tive que mandar refazer a banda do sapato pois a Lola adorou comê-la. Quando estava andando na rua entre um sapateiro e outro, passo por um grupo de pessoas e um homem muito exaltado exclamava:
- Eu mato ele!!! Eu degolo ele aqui mesmo na rua e ainda bebo o sangue dele!!! Ele vai ver como eu sou homem!!!
Quase que eu paro e digo: homem não né? Mas aí a degolada seria eu...Gracinhas idiotas a parte.
Levei um choque. E as palavras dele ficaram ressoando na minha mente.
Me digam: o que está acontecendo? Ou melhor o que sempre aconteceu com o homem? Onde foi que se errou a receita?

sábado, novembro 10, 2007

Já mandei consertar meu relógio.....mesmo assim....

“Foge o irrecuperável tempo”,
dizia o poeta latino Virgílio (70-19 a.C.).
Uma amiga me enviou isso e eu gostei, coloco aqui:

Anjo louro, deixe o lado filosófico da psicologia e admita....
Fantasiamos e mergulhamos pra dentro, logo, o que fantasiamos não pode estar associado a responsabilidades, transferência de sentimentos ou até mesmo a "culpa".
É eu sei que a indecisão é uma sombra....eu sei...

E eu respondi:
ainda bem que o que fantasiamos n pode estar associado a responsabilidades...acho que só aí poderemos, se dermos conta, ser LIVRES!!!
A indecisão é uma sombra mas tb é apego...

quarta-feira, outubro 31, 2007

Vou colocar aqui algumas letras que me chamaram a atenção no livro O carrasco do amor e outras histórias sobre psicoterapia de Irvin D. Yalom.

"(..) da falta de sentido de o terapeuta se apressar com uma interpretação, ainda que seja boa como essa. Os pacientes, como todas as outras pessoas, se beneficiam principalmente de uma verdade que eles, eles próprios, descobrem." (p.121)

"(...) eu acreditava que o medo da morte era sempre maior naqueles que sentiam que não viveram plenamente suas vidas. Uma fórmula funcional muito boa seria: quanto mais a vida não é vivida, ou seu potencial não é realizado, maior a angústia da morte." (p.121)

"(...) (Nós todos conservamos certa angústia em relação à morte. É o preço do ingresso na auto-consciência.)" (p.122)

"(...) embora a realidade da morte nos destrua, a idéia da morte pode nos salvar. Em outras palavras, nossa consciência da morte pode lançar uma perspectiva diferente sobre a vida e nos incitar a reorganizar nossas prioridades. (...)" (p.122)

"(...) poderia aprender a partir da consciência da morte era a de que a vida precisa ser vivida agora; ela não pode ser adiada indefinidamente.(...) (p.122)

"(...)Um dos axiomas da psicoterapia é que os sentimentos importantes que um tem pelo outro sempre são comunicados por algum canal - se não verbalmente, então de forma não verbal. (...)"(p.125)

"(...) as questões jamais são resolvidas completamente na terapia. (...)" (p.125)

Bem, está aí...aproveitem!





Ontem fui na Fox trocar um livro que minha mãe me deu e que eu já tinha e acabei comprando outros vários. Comprei: O carrasco do amor e outras histórias sobre psicoterapia de Irvin Yalom, O Evangelho segundo o Filho (não lembro quem é o autor), Terapia Gestáltica e a Inversão da Queda ( do maravilhoso Alejandro) e o quarto livro da série Filhos da Terra que já falei sobre ele aqui.
Falando nisso vou falar de outra coisa que nem é o motivo desse post. Meu dia ontem foi muito diferente. Saí mais cedo do trabalho para fazer algo que eu amo mas que não vou revelar agora, e me fez sentir muito bem. Depois que voltei pra casa, peguei a Lola e fomos (eu, a Laura e a Fernanda - sogras da Lola) levar a minha filhota pra fazer uma ultrassom...pq...pasmem!!! Ela está grávida!!!!!
Fiquei simplesmente maravilhada com o milagre da vida (e interessante que este post originalmente era pra falar tb sobre a morte, coisas que eu pinçei de um dos livros novos)... Ver aqueles serezinhos se mexendo. Juro que vi um abrindo a boca, o médico que me mostrou, e mexendo as patinhas. Outro deu bem pra ver o focinho e até brincamos que esse parecia com o Toby (marido da Lola) que tem um focinho mais curto que o dela. E, para a minha pasma surpresa, o médico revela que, devem ser de 04 a 06 filhotes!!! Eu esperava no máximo 04!!!
Vcs imaginam o que vai ser de mim com 6 filhotes e mais a Lola em casa??? Aiiiii...queria tanto tirar 40 dias pra ficar só com eles!!! E daqui pro final do mês tenho certeza que a Lola não andará mais e sim vai rolar feito uma bola pois a barriga dela já está com essa forma. Tiramos mil fotos ontem e filmamos. Vou colocar todas aqui. Aguardem!
Me emocionei feito uma idiota na ultrassom e consegui disfarçar e engolir minha emoção pra não chorar na frente de todos ( o que eu ainda faço comigo não é?)...mas ver aqueles seres se mexendo, vivendo, se transformando e existindo na barriga da Lola foi muito especial pra mim. E fiquei numa atitude de reverência frente a formação da vida. Frente a Natureza que é a nossa verdadeira forma de Deus. Independente de tudo eles estão lá, se comunicando, se nutrindo e crescendo... e começando a existir. Já tem vida!!! E muita vitalidade!!! Simplesmente emocionante. Tenho certeza que este contato com a formação da vida ainda vai reverberar muito em mim e no meu processo de (re)significação de minha própria existência, de minha própria vida.
Deixei a Lolita em casa e fui correndo para o consultório. Como numa sincronia, meus clientes desmarcaram todos. Depois fiquei pensando se iria ter escuta com tantas vidas povoando o meu ser naquele momento. Estava com tanta energia que a minha vontade era de correr. E a Alcy foi encontrar comigo lá. Resolvemos questões de trabalho e fomos pra Fox trocar meu livro. Foi ótimo, foi leve, rimos mto lá e com o meu contato com os felinos de lá, começo a fazer as pazes com eles. A Luana (que não gosta de cães mas é apaixonada por gatos) tem contribuido muito para que eu goste dele (que sou apaixonada por cães e não gostava de gatos)... Temos um projeto juntas que nao vou ainda comentar aqui, mas que me causa uma expectativa maravilhosa!!!
Bem... estou agora pensando se começo o que vim fazer nesse post ou se deixo para outro.
Vou deixar para o daí de cima pq acho que tá ficando comprido demais esse.
Então esse é só vida...
A morte vem depois
(ou caminha junto?)

quarta-feira, outubro 24, 2007


Ganhei de presente da minha amiga Kiara!!!
Obrigada, fico muito feliz!!!!
E tenho que mandar pra cinco pessoas então lá vai:
Para o Léo (meu baiano): http://blog.xleox.org/
E depois vou vendo e colocando
Beijos

domingo, outubro 21, 2007

Eu por Mim

Sou uma mulher, uma garota, uma velha. Tenho, guardada em mim, todas as idades minhas e do mundo. E com isso, às vezes me comporto como se a idade fosse algo bem abstrato.
Tenho manias. Muitas. Acho que elas tb me constituem. Tenho um pente quebrado na bolsa que não desgrudo. Gosto dele. Ainda não achei outro igual. Ele ainda me serve. Minhas amigas brigam: como posso usar um pente quebrado? Mas eu não desgrudo dele. Acho que é uma forma de apego a imperfeição. Sou muito imperfeita e me pego gostando de ser assim.
Tenho horror a barata, algumas pessoas querem transformar isso em fraqueza, mas eu digo, é uma fobia. Fobia não é fraqueza. É humanidade, e sou, ainda, humana. Se uma barata aparece, fico desnorteada e achando que o mundo não é mais seguro.
Não suporto ver agressão física. Me choca esse tipo de utilização, poder, desmando e ofensa ao corpo do outro. Apesar de saber que todo agressor foi na maioria das vezes um agredido, penso nele como um covarde e me vem a louca vontade de agredi-lo, não com atos e sim, com palavras. Quando estou com raiva, uso-as como armas. E não me vanglorio disso. É um grande defeito pois acabo magoando indo na ferida. Sou astuta para isso. Deveria ser para ficar calada.
Sinto muita angústia. Um dia, um psicólogo e filósofo conhecido, conversando comigo, me disse que angústia é criação. Meu lado vaidoso agradece. Mas é terrível sentir. Fico angustiada com a violência caracterizada por todas as suas formas explícitas e veladas na sociedade (fome, desemprego, agressão física, carência, roubo....).
Vivo também a angústia por existir e muitas vezes questionar a dimensão da minha existência. Não é qualquer paixão que me diverte e me faz sentir viva. E, muitas vezes tenho entrado em contato com o lado volátil da vida, ou com uma espécie de não-vida. Isso me confunde e perco os motivos que me fazem acordar. Mas não pensem que posso ser uma suícida em potencial. Não o sou. Eu gosto dessa irrealidade que me toma de assalto. Me faz perder a dimensão de muitas coisas que podem ser muito pequenas e estarem no tamanho errado na minha mente.
Amo ter amigas. E amigos tb. Não os escolho pelo gênero. Eles simplesmente existem. Digo que só por ter amigos, estar viva já vale a pena. Tenho amigas que são verdadeiros esteios pra mim e que, só de imaginar a ausência delas meu mundo perde o sentido. E assim, desejo, já que a finitude, a cada ano que passa toma mais forma na morte de algumas pessoas, desejo que eu morra antes delas. Para o meu egoísmo não quero sentir suas faltas. Isso não é morbidez, apesar de parecer pesado, é puro egoísmo e alegria por tê-las.
Desde criança morro de paixão por cachorros. Sempre os quis ter e nunca pude. Acabei tendo alguns de forma indireta quando meu irmão caçula conseguiu colocar cachorro em casa. Mas nenhum deles eu me envolvi da forma como estou envolvida hoje com a minha Lola. Ela é minha grande paixão. É a filha substituta que a vida ainda não me deu. E parece que está grávida. Então, logo vou ser avó!
Sofia e Valentina. O nome das minhas duas futuras filhas. Sei que é irracional, posso ter meninos, posso nem ter filhos. Mas já coloquei os nomes pois dessa forma, ao nomeá-las, estou chamado-as para a vida. Espero que elas venham.
Sinto uma alegria imensa que às vezes invade meu coração. E se nesse momento estou no meu quarto começo a cantar e a dançar. Se eu estou com pessoas, geralmente dou beliscões, risos, gargalhadas e abraços, e falo da minha alegria e como não me contenho, digo, geralmente, que estou atentada.
Gosto de sair de casa e olhar as ruas. As casas das pessoas e fico querendo entrar em todas as casas. Como não posso, olho pelas suas janelas e fico imaginando como vivem, o que elas tem, o que fez elas escolherem os quadros que estão nas paredes. Se me fosse permitido cascavilhava tudo.
Tenho a veia da arte percorrendo meu corpo. E se tivesse que escolher por uma atividade somente na minha vida escolheria qualquer forma de arte. A arte é a expressão mais primária do sentimento do artista. É a alma desnudada para os olhos e o sentir do mundo. Sou apaixonada por todas as formas de arte. E como boa generalista, acho que tudo o que o ser humano produz é arte. Arte e criatividade. Ser humano é criação e arte. Das várias formas de arte, eu escrevo e pinto. Quero fotografar também. E amo mosaico, costura, dança. Quando pinto não escuto, não como, só sinto cheiro e a sensação tátil das texturas, das temperaturas das tintas nas minhas mãos e no meu corpo. Porque, ao ver como o meu corpo se pinta, chego a conclusão que eu pinto com o corpo. Me dá o maior trabalho no banho, e às vezes fico 3 dias pintada em alguma parte do corpo. Mas vale viver isso. Nas artes sou apaixonada por Frida K., Van Gogh, Almodovar (uma espécie de Frida do cinema), Clarice L., Fernando Pessoa. Mas admiro muitos mais. Sou capaz de ficar horas na postura contemplativa. E enquanto a ansiedade do mundo diz que perco tempo, eu vivo.
Adoro conhecer pessoas. E adoro olhar nos olhos. Sinto agonia quando alguém não me olha nos olhos. E acho isso um defeito meu. Quase um desrespeito. Mas olho nos olhos. E pelos olhos conheço. Conheço não o outro e sim, a mim mesma. Os olhos dos outros pra mim são meus espelhos. E desde bebê ele se constitue assim. Me assusto e me machuco quando me olham com raiva. Mas luto para aprender a me sustentar nisso.
Sou psicóloga de profissão e digo que de escolha de vida. Quando eu tinha 16 anos, cheia de sonhos e sem contato com eles, fiz arquitetura. E estava interessada mais em outras coisas. Sempre vivi apaixonada. E a cada encontro me apaixonava mais ainda. Não me vejo como volúvel, me vejo como voraz. Me apaixonei no convênio estudando com ele. Me apaixonei em arquitetura estudando e me tornando artista com outro que não era mais o do convênio. Um outro que deixou marcas na minha vida para sempre. Talvez até porque tenha morrido e a eternidade o idealizou na minha mente. Mas sinto amor por ele até hoje. Amor e saudade dele e do seu olhar. Ele me fotografou muito. Viveu sua arte me tendo como modelo. E são as fotos em que eu mais me gosto. E todas as vezes que as vejo, descubro algo sobre mim.
Às vezes me sinto frágil, pequena, insustentável e sozinha. E sinto que não dou conta nem de mim e das minhas dores. Às vezes dou conta de mim e do outro que se senta diante de mim e para meu espanto permite uma intimidade que é inenarrável e fascinante. São meus clientes. E o amor que desenvolvo é o amor de participar do processo deles de desvelamento. Às vezes tenho a sensação nítida de gratidão. E me dou conta que consigo também suportar as dores dos outros.
Aprendi com isso também a não tomar as dores do mundo para mim. Era um sofrimento adicional. Me alegro com as alegrias dos meus clientes, amigos, familiares, pessoas que convivo, assim como me entristeço com as dores deles também. Faz parte da minha humanidade.
Quero tanto ser humana que às vezes me critico por me achar fraca. Mas onde e como paira a humanidade?
Às vezes sou toda pergunta, às vezes sou a pretensa resposta.
Na realidade tem horas que me olho no espelho e me estranho. Quem é essa estranha diante de mim que toma meu corpo e sai para a vida? Às vezes me reconheço e não só me deslumbro como entro num espiral para dentro de mim. Às vezes isso é bom, às vezes muito ruim. E nesse espiral me perco.
Às vezes minha mente funciona como este espiral e às vezes como um labirinto que vou entrando e deixando miolos de pão para não me perder. Vem meus monstros e comem os miolos e inevitavelmente me perco e não sei mais o caminho de volta. E então vôo para sair do labirinto.
Minha memória me prega peças como se eu já tivesse vivido mais de 100 anos. Um inequívoco desgaste? Já esqueci meu carro no meu trabalho e voltei de táxi para casa. E ainda achei que tinham roubado o carro da garagem do prédio. Geralmente esqueço onde eu estaciono o carro e fico no meio da rua procurando. Mas o problema não é só com o carro. Tenho a péssima mania de marcar compromissos montados uns nos outros. Marco, esqueço e marco outro em cima, e me vejo a voltas em desmarcações, xingamentos, cobranças e fico realmente mal com isso. Mas não tenho jeito. Esqueço tanto que tenho amigas que me chamam de Dori, do Procurando Nemo. Apesar de achá-la muito engraçada e também de morrer de rir dos meus esquecimentos, quando eles se tornam “lembranças”, no momento pra mim é um transtorno. E interessante, memória tem a ver com atenção, e me considero muito atenta. Por outro lado, sou capaz de, depois de dois anos de terapia, lembrar o que um cliente me falou na primeira sessão ou na terceira. Vá explicar os melindres de minha memória que mais parece um ente vivo e cheio de vontades em mim.
E comecei a me descrever e isso se tornou tão gostoso, meu lado narcisista dando voltas feliz da vida que não tenho mais vontade de parar. E fico pensando, pensando em mim.
Tudo o que eu escrevi é a minha verdade hoje. Amanhã pode ser uma grande mentira. Fiquem com isso.

sexta-feira, outubro 19, 2007

DESCULPAR

Des-culpa

Tirar a culpa

Se eu desculpo eu tiro a culpa do outro?

Se o outro me desculpa ele tira a minha culpa?

Alguém tira a culpa de alguém?

quarta-feira, setembro 19, 2007

O caos é da cor dos teus olhos
(Em, 30/11/2004, em homenagem ao querido Walter Ribeiro)

a noite também traz consigo suas misérias

corpos estirados nas calçadas em busca
do chão que acalenta e faz dormir

chão pisado, cuspido, preto e muitas vezes
amaldiçoado e abençoado

crianças estendem a mão pedindo algo
que nem sabem o que é

que nem sabem para quem e para quê

repetem o gesto tão visto durante o dia

e quando estende o braçinho e olha
nos olhos de quem passa pedindo

os pais, ah...os pais, riem de não mais
se conter de tanto orgulho

"olha como ele já sabe pedir"...

(em, 27/05/2002)



Libertar das amarras da estética, da ordem, do julgamento, da aceitação!


Libertar da necessidade do reconhecimento, para expressar o real, o verdadeiro e o nutritivo!


Libertar da irrealidade e da fome do olhar dos outros, personalidade... preciso disso!


Subverter a razão - emoção!


(Em, 11/12/2001)





Estou resgatando alguns textos meus antigos pra publicar aqui. Lá vai:

É muito tênue a diferença entre se sentir livre e se sentir abandonada: uma educação sem limites gera na criança uma sensação de abandono provinda do descaso de permitir tudo, dar tudo e etc... muitas vezes, com a intenção de não negar para não ferir a criança, podemos passar uma mensagem de que realmente não nos importamos com quaisquer coisas que estejam fazendo ou querendo. Simplesmente provemos e as deixamos sós. O não limite não é só a falta de educação e não gera somente seres mal-educados, o não limite é o abandono e gera seres carente de tudo, de base, de nutrição que é o amor materno (amor da família), vínculo, não se estabelecem vínculos, então para quê se enquadrar, cumprir regras, normas, estabelecer outros vínculos. Muitas vezes o ser gerado através da educação sem limites só quer se sentir querido, amado, útil em seu lar, em seu papel e não um estorvo, onde qualquer um de seus desejos são supridos para que páre de incomodar, para que se cale e se contente, já não conseguiu tudo o que queria?!? Na cabeça dos pais sim! Mas o básico, companhia, a sensação de aconchego, de pertencência não! E a sensação de abandono é esmagadora.
Há aí uma falta de sensibilidade, de diálogo, de boa vontade..
Quando as pessoas pararem somente de olhar para os seus próprios umbigos e começarem a treinar a empatia como forma de se colocar no lugar do outro, o que não quer dizer viver a vida do outro, aí então será desenvolvida essa sensibilidade e quem sabe a educação será transformada e transformadora?!?
(em, 09/01/2001)
"(...) Agora considero a neurose não uma doença, mas um dos vários sintomas da estagnação do crescimento (desenvolvimento). Outros sintomas dessa estagnação são a necessidade de manipular o mundo e controlar a loucura, distorções de caráter, a redução do potencial humano, a perda da "habilidade de responder" e, o mais importante de tudo, a produção de buracos na personalidade.
Saturação é um processo contínuo de transcender o suporte ambiental e desenvolver o auto-suporte, o que significa uma redução crescente das dependências."
Frederick S. Perls
Agosto de 1969

terça-feira, setembro 18, 2007






"beba-me"



lewis carroll

(o verbo foi pescado do blog da Leandra Leal, http://www.alicemepersegue.blogger.com.br/ que eu gosto muito)
"Fantástico: o mundo por um instante é exatamente o que meu coração pede..."

Clarice!

sexta-feira, setembro 14, 2007

FRAGMENTOS DO LIVRO MULHERES CORREM COM OS LOBOS (PARTE I)

"Todas nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de aspiração. Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos. No entanto, o espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas"
Clarissa Pinkola Estés

"(...) de viver uma vida natural, uma vida em que a criatura tenha uma integridade inata e limites saudáveis. Essas palavras, mulher e selvagem, fazem com que as mulheres se lembrem de quem são e do que representam (..)"
Clarissa Pinkola Estés

"O arquétipo da Mulher Selvagem, bem como tudo o que está por trás dele, é o benfeitor de todas as PINTORAS, ESCRITORAS, ESCULTORAS, DANÇARINAS, PENSADORAS, REZADEIRAS, de todas as que procuram e as que encontram, pois elas todas se dedicam a inventar, e essa é a principal ocupação da Mulher Selvagem. COMO TODA ARTE, ELA É VISCERAL, NÃO CEREBRAL. Ela sabe rastrear e correr, convocar e repelir. Ela sabe sentir, disfarçar e AMAR PROFUNDAMENTE. Ela é INTUITIVA, TÍPICA E NORMATIVA. Ela é totalmente essencial à saúde mental e espiritual da mulher."
Clarissa Pinkola Estés
Acho interessante quem pega um mapa e se orienta.
Eu preciso de mais.
Preciso do mapa.
Preciso de olhos de ver.
De intuição.
De carne.
E.
Do desejo.

terça-feira, setembro 11, 2007

Estou apaixonada por latim...meu amante de hoje
Pinçei algumas expressões muito interessantes:

Alma mater - mãe criadora
Amor omnia vinciti - O amor vence tudo
Animus possidendi - Intenção de possuir
Cogito, ergo sun - Penso, logo existo
Consummatum est - Acabou-se, findou-se
Cuique suum - A cada um o que é seu
Domine, quo vadis? - Senhor, aonde ides?
Dixi - Tenho dito
Dum vita est, spes est - Enquanto há vida, há esperança
Erga omnes - Contra todos
Est modus in rebus - Há um limite entre todas as coisas
Ex corde - De coração, sinceramente
Exceptio veritatis - exceção da verdade
Fiat lux - Faça-se a luz
Hic et nunc - Aqui e agora: imediatamente
Homo hominis lupus - O homem é o lobo do homem
Ius abutendi - Direito de abusar
Ius possidendi - Direito de possuir
Longa manus - Mão longa
Natura non facit saltus - A natureza não dá saltos
Panem et circenses - Pão e palhaços (INACREDITÁVEL)
Sub voce - Sob a palavra
Taedium Vitae - O tédio da vida, o aborrecimento de viver
Timeo hominem unius libri (São Tomás de Aquino) - Receio homem de um livro só
Vade mecum - Vem comigo

segunda-feira, setembro 10, 2007



A necessidade é o elemento organizador do campo = necessidade organiza a percepção do campo e a ação no campo ( o campo é percebido)
- O que está acontecendo?
- Como você percebe?
- O que te faz ver dessa forma?
p a l a v r a s
sol tas

s
ã
o

palavras?

sintomas isolados não se constituem em um todo de uma patologia. Assim como as palavras soltas não constituem um texto. E a identidade?
Letras (símbolos) levam a identidade das palavras? Ou a compreensão inserida num texto e (con)texto?
Ela tem tanto a fazer...
Porque se deixa tão solta?

domingo, setembro 09, 2007

"Respeita teu erro como uma intenção oculta."
(aforismo do baralho I Ching)

Meu relógio quebrou e ainda não mandei consertar....

“Foge o irrecuperável tempo”,
dizia o poeta latino Virgílio (70-19 a.C.).

sábado, setembro 08, 2007

a vida e a morte são fragmentos da existência

quinta-feira, setembro 06, 2007

SÉRIE INSETOS

Dessa vez foi o ápice. Estava saindo do banho e então caiu da toalha um inseto que começou a caminhar no meu colo, tinha a cauda igual a de um escorpião..varri com a mão como um bichinho qualquer. e dei uma chinelada. Fiquei olhando pra ele...
huummmm...era só o que faltava..filhote de escorpião no meu quarto!!
Opa!!! Se tem um filhote é pq tem uma mãe por perto... Ai meu Deus: será que é uma família inteira de escorpião no meu quarto???
Olhava ao redor e tentava imaginar onde seria o lar deles, onde eles estariam se apossando de uma terra que era minha.
Me acuaram. Dormi (?) a noite toda com a luz acesa.
No dia seguinte fui trabalhar com o escorpião na cabeça... acabei com ele dentro de um guardanapo no Centro de Informação Toxicológica do Hospital Barros Barreto... quase pedindo desculpas pelo tamanho do bicho inversamente proporcional ao tamanho do meu medo e de minhas fantasias sobre o meu quarto ser tomado pela família dele.
E...adivinhem...escorpião??? Não!!!
alívio...
Mas, um bicho estranho com um nome bem peculiar: fogo-selvagem
Huummmm...fogo-selvagem no meu quarto??? Sugestivo isso não???
e pior, ela me disse que, se eu tivesse batido com a minha mão nele e ele tivesse morrido na minha pele, naquele momento eu estaria com a região toda queimada...
Tem horas que somos "iluminadas" não?
Não era o escorpião...não estava queimada...e esqueci da família do fogo-selvagem.
Acho que eu pensei que só o escorpião tinha direito a família.
Ele é perigoso.
Deixei lá, de lembrança, para estudos, um fogo que não era mais fogo e nem selvagem, amassado que estava pela minha chinela..santa chinela..
(ah!!! Uns dias depois encontrei um amigo engenheiro e ele me disse que não lavaram a areia do prédio antes de construírem, e que é bem provável, já que o prédio é novo, que apareçam outros insetos exóticos..ai..ai...haja estômago e saúde mental)

terça-feira, agosto 28, 2007

Sem saber muito bem quem eu sou...
Uma vontade perigosa de me olhar pelo olhar do outro...
apesar de ser por esse caminho que nós nos constituímos..
uma vontade de te perguntar: quem eu sou?
e aí que fica o perigo...
você fala de mim, de acordo com quem você é...e aí...já não sou mais eu...
ainda bem que não falas...
não entras na minha fantasia..e nem na minha realidade..

quinta-feira, agosto 02, 2007


Eu vou estar lá! E vc?
Eu tenho 35 anos.
Nasci numa sexta-feira.
Estou vivendo há 424 meses.
respirando há 1.844 semanas.
olhando há 12.914 dias.
sentindo há 309.936 horas.
e 18596193 minutos.

E ainda quero mais..
http://www.candombleketu.net/tempovida.htm
O que fazemos entre uma hora e outra de espera?
Estou só na minha sala, como sempre gostaria de estar.
Estou fazendo o que eu quero, como sempre quis fazer.
E porque isso só se dá no momento de espera entre um compromisso e outro?

quarta-feira, julho 25, 2007

"A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta"
(Platão)

segunda-feira, julho 23, 2007

Presente de aniversário

http://www.jacksonpollock.org/

Clique e arraste o mouse. Clique de novo e muda a cor
Presente de aniversário pra quem me visitar
DIVIRTAM-SE!

Aniversário!!!!

Aiiiiiii
eu sou péssima mesmo com datas...
vi hj que o blog fez um ano de vida... no dia 03 de julho!!!!
fiquei feliz. não sei ainda pq...mas precisa justificar?
não. noiadona...rssss...

100 escovadas antes de dormir

Ontem fomos almoçar na casa da minha irmã, eu, um amigo, o namorado dela e minha mãe. Lá pelas tantas fui alugar uns dvd's. Escolhas comunitárias: deu a louca na chapeuzinho, o 100 escovadas, os infiltrados e babel.
Primeiro vimos o da chapeuzinho vermelho... de desconfiada eu até que gostei... dei boas risadas..
Depois pedi pra ver o 100 escovadas. Já tinha lido o livro que não sei porque cargas d'água trocaram o título do filme. O livro é 100 escovadas antes de ir para a cama e o filme 100 escovadas antes de dormir. Tem coisa no mundo que não tem explicação mas me intriga. Alguns amigos me dizem que de vez em quando eu solto uma pergunta absurda, que ninguém poderia responder. Já tive uma amiga que me disse isso com raiva: Pô Luciana, tu me fazes cada pergunta!!! Eu não sei responder!!! Como eu vou te responder isso?!? Fiquei chocada. Chocadíssima. Realmente, nem eu poderia responder, apesar de que eu faço a pergunta com tanta fé que vão me dar uma resposta. Bem...quando eu percebi o absurdo de minha pergunta eu disse pra ela: Let, realmente eu faço perguntas absurdas, sem pensar, mas sabe, não precisa ficar com raiva, basta me dizeres: não sei! Acho que ajustamos as coisas a partir daí... e virei motivo de gargalhada e gozação cada vez que sai uma pergunta dessas.
Esse meu novo amigo, o Alex, de vez em quando me olha assustado e diz: como eu vou saber disso? Como eu já tinha a consciência dou risada e já contei pra ele de minha mania. Ele também tem as suas...quem não tem mania? E que mania não é absurda?
Mas, voltando ao filme. Lógico, óbvio que o livro é melhor que o filme, isso não se compara. Não existem bolinhas de pensamentos dos personagens nos filmes. Ah!!! Importante dizer que a estória é real. Não sei se porque já tinha lido o livro eu já esperava o teor do filme, mas as pessoas se chocaram. Estranho.
O filme conta a estória de uma garota entre 14 e 16 anos (fiquei na dúvida por informações truncadas) que, ao se sentir só, uma solidão mais do que existencial, e ao descobrir o prazer que seu corpo poderia lhe proporcionar, ela então começa uma viagem ao mundo das sensações e do erotismo.
O filme não vulgariza o sexo e nem a garota. Isso eu gostei. Seria muito fácil resvalar para o vulgar. Acho que foi uma abordagem sutil, uma forma de expressão de sugestão de alguns fatos e o resto fica por conta da imaginação de quem está assistindo. Eu, por exemplo, viajei bastante.. Não sei os outros, ainda não temos intimidade suficiente para trocarmos idéias... Pior é manter a cara de paisagem nas cenas mais quentes e as palavras que vinham na garganta e voltavam para o estômago.
O que mais Melissa buscava? Será que ela buscava algo ou isso eu que quero? (Melissa é a personagem principal). Acho que a busca dela é atávica em todas as sociedades. Melissa buscava amor. E tudo mais decorrente do fato de ser amada.
Agora, linda é a simbologia das 100 escovadas no cabelo. Quando eu li o livro as 100 escovadas, para mim, era o retorno dela à sua inocência, a sua pureza, a sua integridade, ao encontro consigo mesma. E o filme me passou isso com mais uma característica, escovando o cabelo ela também escovava a sua alma e se refazia de suas experiências.
Interessante também o diário. E a falta de cuidado com a guarda do diário. Mas não estou com vontade de falar sobre isso agora.
Já vou agora. Não quero mais brincar disso. rss

quinta-feira, julho 19, 2007

ando com preguiça de pontuar minhas frases.
agora, pensando bem, se a pontuação é que dá o sentido para as frases.
o que isso quer dizer então?

quarta-feira, julho 18, 2007

não quero pensar nisso, pois um dos meus objetivos é viajar.
mas avião tá virando roleta-russa.
o que é isso? meudeusdocéu!!
não consigo dizer mais nada...

terça-feira, julho 17, 2007

eu tenho uma cadelinha chamada Lola...ela está aí na foto de entrada do blogger.
ela é linda.
preguiçosa.
manhosa.
carinhosa.
calma até que pisem no calo dela: aí rosna e morde feio.
tinhosa.
sabe bem o que quer e o que não quer.
curiosa.
farejadora.
fuçadora.
ela levanta a sobrancelha.
expressiva.
sou apaixonada por ela.

e ontem, conversando com uma amiga, ela me disse que o cachorro plasma o comportamento do dono. que muitas vezes ela pergunta como é o cachorro para saber um pouco do dono.
então...modesta eu não?
agora, tem duas características na Lola que são impublicáveis...
afinal que não vou me entregar assim.

Os erros são caracterológicos

uma vez escutei que os "erros [humanos] são caracterológicos".
então na verdade (?) não existem erros (?). se são das características das pessoas é o que elas podem e sabem fazer.
vem do ser, do estar.
vem da visão, da percepção.
vem da subjetividade.
é difícil.
mas pensando bem, erros? que erros? sob que prisma?
quem diz o que é certo ou errado?
os erros não são caracterológicos, o humano atua de acordo com as suas características.
se isso é errado (?) ou não, quem diz isso?
é simplesmente o que acontece.
antes de ir pro trabalho queria uvas..
passei na feira olhei de soslaio...
só vi bananas....cachos e cachos..
amarelas, verdes e surpreendentemente vermelhas (dessas, eu descobri a existência ontem).
fiquei impressionada: minha cor predileta..
Mas pensando bem: ô povo pra comer bananas!

quinta-feira, julho 12, 2007

vc me ama?
Pq isso já?
responde.
amo sim.
Pq?
Pq?
Pq vc me ama?
tem pq?
tem. responde.
não sei.
tá. O que tem em mim que vc ama?
Eu amo o seu cabelo.
seus olhos.
sua cor.
De que música vc tirou isso?

sexta-feira, junho 29, 2007




Luciana
Olha que amor,
LucianaÉ como a flor,
Luciana
Olhos que vivem sorrindo
Riso tão lindo
Canção de paz
Olha que o amor,
Luciana
É como a flor que não dura demais
Embriagador
Mas também traz muita dor,
Luciana


Composição: Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes
"...ceder a alma? afinal quem quer ceder a alma?.."
Clarice Lispector (Кларісе Ліспектор)




sou livre...

Assombro



Quanto mais eu me conheço, mais eu me desconheço....É um permanente assombro...
Dor
"Nada existe de mais difícil de que entregar-se ao Instante. Esta dificuldade é dor humana. É nossa." Clarice Lispector

quinta-feira, junho 28, 2007

Incômodo

Sério...isso me deixa p... da vida. "não quero te incomodar". como sabes se irás??? quando alguém diz não, pois não quero te incomodar, fica sempre a dúvida se isso é uma desculpa "inteligente" para o não querer da pessoa ou se é pelo incômodo mesmo. estou cansada. muito cansada. cansada de projeções. de introjetos. de deflexões. do não amor. ah!!!!! vá pastar!!! eu falo dos meus incômodos...eu coloco os meus limites. não é outra pessoa que vai colocar por mim.
dito e feito.

terça-feira, junho 26, 2007

agora foi uma aranha. tinha tomado um antialérgico as duas da matina que me faria dormir até o dia seguinte... pelo menos era o esperado...tomei as duas e as três e meia abri os olhos. foi quando a vi. marrom, pernas enormes...parada no teto em cima da minha cama... primeiro veio um tremor, depois o susto e saí correndo como se ela pudesse me agarrar pelas pernas. chamei a lola (minha cadelinha), tive que chamá-la 5 vezes, ela estava bodada...o antialérgico fez efeito nela.
matei-a. matamos-a. minha mãe jogava o baygon e eu esperava. não tive coragem nem de entrar no quarto novamente. invadido. me senti invadida. ela caiu da parede, tonta com o veneno, como se tivesse bebido a noite toda. acabei com a farra. dei umas 10 chineladas. não senti o poder. me senti mal. dormi mal o resto da noite. acordei cedo. muito cedo pro remédio.
culpa da aranha. intrusa. mal vinda. e todos os dias continuo pensando nela.
Vá entender...
Estava contando uma estória pra uma amiga e ela me perguntou:
como entender os homens???
Eu não sei....
cada vez que eu procuro entender mais eu me complico...

sexta-feira, junho 15, 2007


Luciana = Luz, nascida e renascida com a manhã
Se deixar fechar os olhos é confiar
Ver é procura

Estrela é brilho próprio
Solidão é luz difusa

Ilusão é óptica

Amor é universal

Água é tranqüilidade

Fogo é desejo

Sol é preservação

Palavras são gaiolas

Movimento é liberdade

quarta-feira, junho 13, 2007

uma está sem namorado há algum tempo. feliz, se reencontrando.
a outra se separou há um ano, depois de 15 anos de casamento. feliz, se reencontrando.
a outra, tinha terminado um (pseudo)namoro de 10 dias. nada feliz, perdida. será que fiz a coisa certa?
o outro não namora há algum tempo. mora só com a Rosa (uma "papagaia") e atualmente o tigrão (um gato malhado). a rosa fala. ele não está só.
ninguém está. será?
agora, na hora do arquivo, todos abrem os sorrisos.
alguém sabe de suas dores?

terça-feira, junho 05, 2007

em homenagem ao dia mundial do meio ambiente


Quer ajudar a impedir o aquecimento global?
Aqui estão 10 coisas simples que você pode fazer e o quanto de dióxido
de carbono vai evitar com cada uma delas.
troque uma lâmpada
Substituir uma lâmpada comun por outra fluorescente poupa até
68 kg de dióxido de carbono por ano.

dirija menos
Ande, use a bicicleta, faça carona compartilhada ou pegue o ônibus mais vezes.
Você vai poupar 0,8 kg de dióxido de carbono para cada quilômetro.
recicle mais
Você pode poupar até 1.088 kg de dióxido de carbono por ano apenas
reciclando metade do seu lixo doméstico.
revise seus pneus
Conservar os pneus calibrados corretamente pode melhorar o consumo de gasolina em mais de 3%. Cada 5 litros de gasolina economizado evita 15 kg de dióxido de carbono na atmósfera!
Na hora de abastecer dê preferência ao álcool.
use menos água quente
É necessária muita energia para aquecer a água. Use menos água quente instalando chuveiro um de baixo fluxo (158 kg de CO2 a menos por ano)

evite produtos com muita embalagem
Poupe 544 kg de dióxido de carbono reduzindo o seu lixo em 10%.
ajuste seu termostato
Utilize o seu ar0condicionado somente quando necessário.
plante uma árvore
Uma única árvore absorve uma tonelada de dióxido de carbono durante sua vida.
desligue os aparelhos eletrônicos
Desligando sua televisão, DVD, estéreo e computador quando não estiver usando,
você economiza milhares de metros cúbicos de dióxido de carbono por ano.
faça parte da solução
Descubra mais e participe da PV, acesse o site: http://www.pv.org.br/
Postado por José Carlos Lima às 18:18 no blogger dele.
Cópia autorizada por ele.

quinta-feira, maio 31, 2007

Ansiedade
Ânsia
Desejo
Ardor
Fogo
Vermelho
Mata
Revive
Energia
Ira
Olhar
Eletricidade
Gana

segunda-feira, maio 07, 2007

A Ciência contribuiu para a perda de duas atitudes sagradas e saudáveis do ser humano: a fé e a intuição. Somos seres desconfiados.

SÉRIE INSETOS

Hoje encontrei uma baratinha no meu quarto. Minúscula, acho que um décimo da unha do meu dedo mindinho... Matei como quem mata a um rinocerante... Como disse o transeunte outro dia ao ver uma amiga gritando com medo de um gatinho minúsculo tb: medo é medo, cada um tem o seu...
24.04.2007.