Domingo, Abril 03, 2011

The Librarian (c.1566)
Giuseppe Arcimboldo

Os homens são como livros. Alguns são fáceis de ler, com outros precisamos da ajudinha de um dicionário, outros são tão prolixos que se torna quase impossível decifrá-los e por isso, se tornam muito cansativos.

Alguns a gente vai lendo, lendo, lendo e no final, começa a ler bem devagar pra ver se não acaba...porque deixam uma saudade eterna...

Alguns a gente se diverte muito, morre de rir, e quando acaba, fica aquela sensação de leveza e de quero mais. Mas não se pode ficar só nesses, a vida pede mais.

Alguns são técnicos, falam sobre o trabalho, ampliam conhecimentos, mas muitas vezes, não mexem com as emoções. São frios e pontuais.

Alguns surpreendem, ou pro bem ou pro mal, muitas vezes eu escolho e compro livros pela capa, pelo
título, tal qual, alguns homens chamam a minha atenção... Vou lendo e voilá: não presta, mal escrito, sem nexo, sem conteúdo...decepção... Outros, eu compro e penso: nossa!!! Como eu pude viver sem ler esse livro...

E as biografias???? Me lembram os homens que só olham para os próprios umbigos...narcísicos, cheios de orgulho de si, ávidos por elogios e reverências à suas aptidões...esses são tão fáceis de enganar... como diz um amigo: póstumos...fósseis vivos...

Os que contam histórias....ah...os que contam histórias...dá vontade de beber até esgotar... fico lendo, lendo, lendo, até terminar... e ás vezes fico tão inebriada e compulsiva que faço tudo com ele... mas não posso ler sempre desses, se não, não faria mais nada da vida....

Comparar homens à livros que é uma das minhas grandes paixões não vem a toa... Só tem uma coisa que difere: dos livros, eu tenho controle....





4 desavergonhados:

Dalton disse...

O essencial em todo este processo é que, na “estante da vida”, deverão estar guardados tão-somente os livros que realmente valeram e valerão a pena recordar; os demais, estes deverão tomar novos caminhos para quiçá – um dia – possam alcançar o mérito, progresso e o merecimento devido para fazer parte da tão seleta coleção de nossas vidas....
Certamente, deixar de experimentar e viver através “deles”, impossível....contudo, “deles” fazer valer a pena - de corpo e alma - é uma escolha consciente!
Um beijo no teu coração!

Kiara Guedes disse...

Se somos mesmo livros, que não nos deixem na estante. Que sejamos livros de cabeceira, desses que valem uma lida rápida em um e outro instante! Amém! =)

Quanto a poesia: Claaaro que pode, é uma honra!

Bjs

Luciana Castelo Branco disse...

Dalton... é isso mesmo...o negócio é saber discernir.. beijo

Luciana Castelo Branco disse...

Amém Kiara!!!! Acho até que para algumas pessoas somos de cabeceira, para outras somos aqueles que enfeitam ou que divertem mas ficam na estante e para alguns, estamos guardadinhos..mas essa é a vida, não dá pra ter e ler todos eles...Beijos e obrigada, amanhã postarei a tua poesia aqui...